Na Grécia Antiga, a busca por compreender a
constituição fundamental do universo não se baseava
em experimentação controlada, mas em raciocínio lógico
e observação da natureza. Por volta do século V a.C., o
filósofo Empédocles propôs uma teoria influente,
postulando que toda a matéria seria formada pela
combinação de quatro "raízes" ou elementos primordiais:
terra, ar, fogo e água. Essa visão foi posteriormente
adotada e expandida por Aristóteles, que associou a
cada elemento propriedades como quente, frio, seco e
úmido, dominando o pensamento ocidental por quase
dois milênios. Dentro dessa concepção, a água era vista
como uma substância fundamental, um elemento em si,
indivisível em componentes mais simples. Contudo, com
o advento do método científico a partir do século XVII e,
especialmente, com os trabalhos quantitativos de
químicos como Antoine Lavoisier no século XVIII, essa
concepção começou a ser desconstruída. Experimentos
como a eletrólise, por exemplo, demonstraram de forma
inequívoca que a água podia ser decomposta em dois
gases distintos, com propriedades próprias: o hidrogênio
e o oxigênio. Essa descoberta foi fundamental para
estabelecer a concepção moderna de elemento químico
(uma substância que não pode ser decomposta em
substâncias mais simples por meios químicos) e de
substância composta (formada pela combinação química
de dois ou mais elementos diferentes em proporções
fixas).
De acordo com a concepção moderna de elemento
químico, desenvolvida a partir de evidências
experimentais, os cientistas propõem que a água é uma:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Veja como esse erro impacta seu desempenho geral. Ver estatísticas