“A crise financeira de 2008 foi a maior da história do capit...
“A crise financeira de 2008 foi a maior da história do capitalismo desde a Grande Depressão de 1929. Começou nos Estados Unidos após o colapso da bolha especulativa no mercado imobiliário, alimentada pela enorme expansão de crédito bancário e potencializada pelo uso de novos instrumentos financeiros. A crise financeira se espalhou pelo mundo todo em poucos meses.” (José Luiz Oreiro).
Dentre as consequências da crise global encontram-se
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Alternativa correta: A
Tema central: a questão trata das consequências macroeconômicas da crise financeira de 2008 — especialmente os efeitos sobre crédito, produção e comércio internacional. É importante entender o mecanismo de contágio financeiro e os canais real-econômicos (crédito, demanda agregada, comércio).
Resumo teórico (claro e progressivo):
Choque financeiro → deleveraging → escassez de crédito: bancos reduzem empréstimos para proteger capital; empresas e famílias perdem acesso ao crédito. Resultado: queda do consumo e do investimento.
A menor demanda interna reduz a produção industrial; simultaneamente, a queda da demanda global e as restrições ao financiamento do comércio provocam forte retração no comércio internacional (observado em 2009: forte queda nas exportações globais — fontes: IMF Global Financial Stability Report 2009; WTO 2009).
Por que A é correta?
A afirmação — diminuição do crédito e queda da produção industrial e do comércio internacional — descreve precisamente os efeitos observados após 2008: congelamento dos fluxos de crédito (credit crunch), retração do investimento e consumo, queda da produção e colapso temporário do comércio global. Essas são consequências documentadas por organismos como FMI e OMC.
Análise das alternativas incorretas:
B — Incorreta. Não houve proteção generalizada e empréstimos ampliados a países em desenvolvimento; muitos sofreram fuga de capitais, queda das exportações e restrição de financiamento externo (efeito "sudden stop").
C — Incorreta. Investimentos públicos (estímulos fiscais) ocorreram em alguns países como resposta (ex.: ARRA nos EUA), mas isso é uma política adotada, não uma consequência geral automática da crise.
D — Incorreta. Contrário ao ocorrido: massa salarial perdeu poder em muitos contextos, o crédito foi fechado e a construção civil sofreu retração, não estímulo generalizado.
E — Incorreta. A crise reduziu o crédito imobiliário e provocou contração do PIB em muitos países; a concentração de renda não é uma consequência direta e imediata que explique a conjuntura de 2008 — e a alternativa mistura fatos inconsistentes.
Dica de prova / estratégia: ao ler "Dentre as consequências..." prefira alternativas que descrevam efeitos globais e negativos. Desconfie de itens que transformam uma crise sistêmica em benefícios universais ou que confundem causas com respostas políticas.
Fontes recomendadas: IMF — Global Financial Stability Report (2009); WTO — World Trade Report (2009); Mankiw, N. G., Macroeconomics (cap. sobre crises financeiras).
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