“Um forte terremoto, de 8,4 graus na escala Richter, sacudi...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Ano: 2015 Banca: UERR Órgão: UERR Prova: UERR - 2015 - UERR - Vestibular |
Q1340110 Geografia
“Um forte terremoto, de 8,4 graus na escala Richter, sacudiu nesta quarta-feira a região central do Chile, balançando prédios, provocando um alerta de tsunami e deixando a população em pânico” (Correio Brasiliense 16/09/2015). A situação descrita é consequência da dinâmica tectônica convergente entre as placas tectônicas:
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Resposta: Alternativa DPlaca de Nazca e Placa Sul‑americana

Tema central: dinâmica de placas tectônicas e ocorrência de grandes terremotos em zonas de subducção. É essencial para questões de geografia física e geologia entender como o contato entre placas gera sismos e tsunamis.

Resumo teórico progressivo:
- Na margem oeste da América do Sul (Chile) a Placa de Nazca (oceanica) mergulha sob a Placa Sul‑americana (continental). Esse tipo de contato é chamado de limite convergente oceanico‑continental (subducção).
- A subducção acumula grandes tensões na interface (megathrust); quando ocorre ruptura súbita, libera-se energia em forma de terremotos de alta magnitude (ex.: M8+).
- O deslocamento vertical do fundo marinho durante a ruptura pode gerar tsunamis, explicando o alerta citado no enunciado.

Justificativa da alternativa correta:
O Chile localiza‑se exatamente sobre a zona de subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul‑americana — responsável pela Cordilheira dos Andes, sismicidade intensa e tsunamis no Pacífico. Terremotos de ~8,4 são típicos de rupturas em megathrusts como esse. Fontes: USGS (Plate Tectonics, subduction and megathrust earthquakes) e publicações de geologia regional (ex.: CPRM).

Análise das alternativas incorretas:
A — Placa Sul‑americana e Placa Norte‑americana: essas placas não convergem ao largo do Chile; suas interações ocorrem em outros setores (Caribe, Atlântico), não explicam a sismicidade costeira do Chile.
B — Placa Africana e Placa Sul‑americana: estão separadas pelo Atlântico; o limite é divergente (dorsal mesoatlântica), não gerador de megathrusts continentais.
C — Placa Euro‑asiática e Placa Sul‑americana: também separadas pelo Oceano Atlântico; não há contato direto nem subducção entre elas na região chilena.
E — Placa Sul‑americana e Placa Índica: não têm fronteira comum (estão em oceanos diferentes); descartada para o caso chileno.

Estratégia para provas: ao ler enunciados, identifique palavras‑chave geográficas (ex.: Chile, costa do Pacífico, tsunami) e associe ao tipo de limite de placas (subducção → grandes terremotos e tsunamis). Elimine alternativas que descrevem placas sem contato naquela região.

Fontes sugeridas: USGS — Plate Tectonics & Earthquake mechanisms; CPRM (Serviço Geológico do Brasil); Kearey et al., Global Tectonics (texto de referência).

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Gab D

Placa de Nazca – Placa oceânica localizada no oceano Pacífico a oeste da América do Sul, com extensão de 10 milhões de quilômetros quadrados. Forma uma zona de convergência com a placa Sul-Americana, responsável por terremotos nos países localizados a oeste da América do Sul, como por exemplo, o Chile.

Placa Sul-Americana – Com extensão de 32 milhões de quilômetros quadrados, a placa Sul-Americana está localizada na América do Sul. O Brasil localiza-se no meio dessa placa. Forma uma zona de Convergência com a placa de Nazca e uma zona de divergência com a placa da África (os dois continentes afastam-se 3 centímetros por anos).

Deus é fiel

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo