Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de A carta de achamento do
Brasil, de Pero Vaz de Caminha, e de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé.
A carta de achamento do Brasil
A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos.
Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas
vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço
de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da
grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro
do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E
trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e
beber.
A terra dos mil povos
O índio não se chamava nem se chama de índio. O nome “índio” veio dos ventos dos mares do século
XVI, mas o espírito “índio” habitava o Brasil antes mesmo de o tempo existir e se estendeu pelas
Américas para, mais tarde, exprimir muitos nomes, difusores da tradição do Sol, da Lua e do sonho.
Então, o que é índio para o índio? Eu vou responder conforme me foi ensinado por meus avós, pelo
Ayvu Rapyta, passado de boca a boca com a responsabilidade do fogo sobre a noite estrelada, e pelas
cerimônias e pelos encontros por que tenho passado com os ancestrais na terra e no sonho.
Assinale a alternativa correta sobre os fragmentos acima, considerando, também, a leitura integral da
obra A terra dos mil povos.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
Veja como esse erro impacta seu desempenho geral. Ver estatísticas