Nunca se viu uma campanha como esta, em que ambas as par...
(Gazeta de Notícias, 28.10.1897 apud Maria de Lourdes Monaco Janotti. Sociedade e política na Primeira República.)
O texto é parte da ordem do dia, 06.10.1897, do general Artur Oscar e trata dos momentos finais de Canudos. Para o militar, o principal motivo da luta dos canudenses era a
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Resposta correta: Alternativa A
Tema central: A questão trata da interpretação das motivações da Guerra de Canudos (1896–1897) e da leitura — sobretudo militar e republicana — sobre se os sertanejos lutavam pela restauração da Monarquia. É importante distinguir entre as interpretações contemporâneas (fontes da época) e as análises historiográficas posteriores.
Resumo teórico: Canudos foi um movimento messiânico-líderado por Antônio Conselheiro—com fortes componentes religiosos, sociais e de resistência ao processo de modernização republicana do fim do século XIX. A bibliografia clássica inclui Euclides da Cunha (Os Sertões, 1902); estudos políticos e sociais, como os de Maria de Lourdes Monaco Janotti, mostram que a rejeição à República coexistia com fatores religiosos, econômicos e locais, mas não foi a única causa.
Justificativa da alternativa A: O enunciado cita a visão do general Artur Oscar, que interpreta a rebeldia como motivada pela restauração monárquica. A alternativa A reconhece que essa foi a leitura militar/república da época, porém corrige: estudos posteriores mostram que a oposição à República era apenas uma das razões — coexistindo com questões messiânicas, resistência social e conflitos locais. Assim, a alternativa A sintetiza corretamente a visão contemporânea e a revisão historiográfica.
Análise das demais alternativas:
B — Incorreta. Afirma que o movimento visava a valorização dos senhores rurais ligados ao monarca; isso contraria evidências: Canudos congregava pequenos produtores e sertanejos pobres, não grandes latifundiários monarquistas.
C — Incorreta. Dizer que a restauração monárquica foi a única razão da resistência é simplista e refutado pela historiografia; fatores religiosos, comunitários e econômicos foram centrais.
D — Incorreta. Mistura duas afirmações sem suporte: a “valorização do meio rural” como principal motivo é imprecisa, e a negativa sobre Antônio Conselheiro não apoiar incêndios é detalhe não determinante nem comprovado como tese central.
E — Incorreta. A ideia de que monarquistas do Sul deram amplo apoio é infundada: o apoio nacional organizado de monarquistas foi limitado; o movimento teve caráter local e messiânico.
Dica de prova: ao ler enunciados históricos, separe a leitura das fontes contemporâneas (visões parciais e interessadas) da leitura historiográfica posterior. Procure palavras-chave como “principal motivo”, “única razão” — essas são geralmente armadilhas.
Fontes básicas: Euclides da Cunha, Os Sertões (1902); Maria de Lourdes Monaco Janotti, Sociedade e política na Primeira República.
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restauração monárquica, embora hoje saibamos que a rejeição à República era apenas uma das razões da rebeldia.
Foram causas de Guerra de Canudos:
1 - Messianismo / Milenarismo;
2 - Pobreza / Miséria;
3 - Falta de políticas públicas do Estado;
4 - Coronelismo;
5 - O crescimento do Belo Monte passou a ameaçar a hegemonia dos coronéis da região, que passaram a perder sua mão de obra e a influência da Igreja Católica diminuindo, uma vez que esta perdia fieis para o Conselheiro.
6 - Antônio Conselheiro foi acusado de ser contra a República e de defender a volta da Monarquia e esta foi uma das razões que levou o Governo Federal a interferir na região. Para dispersar o Arraial, enviou tropas militares para prender Conselheiro e destruir o Arraial de Canudos.
RESULTADO DO CONFLITO: O saldo desse conflito foi de cerca de 25 mil mortos pelas tropas federais e a destruição completa do Arraial do Belo Monte. O jornalista Euclides da Cunha, que acompanhou a quarta e última expedição a Canudos, retratou este conflito no seu livro “Os Sertões”.
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