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Ano: 2024 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2024 - UNB - Prova de Conhecimentos I - Inglês - 1° dia |
Q3107422 Inglês
       In January 1818, Mary Shelley anonymously published a strange little novel that would eventually make her world-famous. Frankenstein; or, The Modern Prometheus is the story of a scientist, Victor Frankenstein, who is driven by an unrelenting “thirst for knowledge,” an ambition to penetrate the secrets of nature, heaven, and Earth. He works tirelessly to engineer a sentient being who, upon coming alive, is hideous to him. Realizing with horror that his plan has gone awry, Frankenstein flees his creature who in turn angrily chases him to the end of the Earth and finally destroys him at the novel’s end.

        Shelley’s dystopian tale has managed to stay relevant since its publication. It has a riddling quality that has edified and entertained readers for centuries, inspiring a range of interpretations. Recently, it has been making appearances in the heated debates over generative artificial intelligence, where it often is evoked as a cautionary tale about the dangers of scientific overreach. Some worry that in pursuing technologies like AI, we are recklessly consigning our species to Victor Frankenstein’s tragic fate. Our wonderchildren, our miraculous machines, might ultimately destroy us. This fear is an expression of what science fiction writer Isaac Asimov once called the “Frankenstein complex.”

        Strangely, it’s not only people who are afraid of robots who are expressing such fears today; it is also some of the people who are most aggressively at the forefront of technological innovation. Elon Musk seemed to have had Mary Shelley’s story in mind when he warned a World Government Summit in Dubai in 2017 that sometimes “a scientist will get so engrossed in their work that they don’t really realize the ramifications of what they’re doing.”


Jennifer Banks. Mary Shelley’s Frankenstein can illuminate the debate over generative AI. In: Big Think. Internet: (adapted)
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According to the text, Elon Musk is someone who is afraid of robots, even though he is one of the leaders of technological innovation. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Comentário sobre o gabarito:

Tema central da questão: O tema exige interpretação de texto (reading comprehension) em um contexto de leitura de artigo informativo, focando na relação entre tecnologia, medo de robôs/inteligência artificial e a figura pública de Elon Musk.

Conceito-chave aplicado: O “Complexo de Frankenstein”, mencionado no texto e criado por Isaac Asimov, representa o medo de que criações tecnológicas possam se voltar contra seus criadores. Neste contexto, o texto usa o exemplo de debates atuais sobre IA e, especificamente, menções de Elon Musk sobre possíveis consequências negativas da tecnologia.

Justificativa da alternativa correta (E):

A proposição a ser julgada diz que Elon Musk é alguém que tem medo de robôs. O texto afirma que não só pessoas temerosas manifestam preocupações como também líderes em inovação tecnológica, como Musk. O próprio Musk, citado na passagem, alerta para os riscos, mas isso não significa ter medo no sentido clássico: seu receio é crítico e racional, não paralisante. Ele continua promovendo avanços tecnológicos, e não é descrito, no texto, como alguém dominado pelo medo de robôs. Portanto, a afirmação da questão é errada.

Análise crítica das alternativas:

C) certo: Incorreta. Esta opção erra ao interpretar preocupação racional como “medo”. A preocupação com consequências não impede a liderança em inovação, como claramente mostrado pelo texto, e por ações reais de Elon Musk.

E) errado: Correta. Reconhece que o texto diferencia preocupação crítica de um medo irracional ou impeditivo, confirmando que Musk não se enquadra como alguém “que tem medo de robôs”.

Estratégia de resolução para provas: Preste sempre muita atenção à diferença entre preocupação, crítica e medo literal. Questões de interpretação gostam de incluir generalizações indevidas (“tem medo”, “sempre”, “todos”), que raramente correspondem ao que o texto realmente diz. Busque termos explícitos no texto que confirmem ou neguem a ideia; se o texto não afirma claramente um medo, não assuma isso.

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