Essa guerra fria entre os Estados Unidos e a União Sovié...

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Ano: 2016 Banca: VUNESP Órgão: FAMERP Prova: VUNESP - 2016 - FAMERP - Conhecimentos Gerais |
Q1335780 História
Essa guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, e que envolve igualmente suas respectivas “áreas de influência”, apresenta inúmeros aspectos ou facetas: a corrida armamentista, a corrida espacial, os tratados e acordos militares (especialmente a OTAN e o Pacto de Varsóvia), a “ideologia da guerra fria”, como forma de controle sobre populações e Estados, a espionagem e os apoios ou incentivos a golpes militares e a oposições de governos aliados da outra superpotência. Dificilmente um Estado consegue dispor livremente de uma real autonomia nesse contexto: as pressões dos dois lados são fortes e eficazes, obrigando esse Estado a procurar se posicionar frente à guerra fria e encetar apoios e negócios com uma das superpotências.
(José William Vesentini. Imperialismo e geopolítica global, 1987.)
O texto caracteriza a Guerra Fria como
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa A

Tema central: a questão trata da Guerra Fria como um processo geopolítico complexo — não foi apenas confronto militar entre EUA e URSS, mas abrangia competição ideológica, econômica, tecnológica e influências sobre Estados do chamado Terceiro Mundo.

Resumo teórico: a Guerra Fria (c.1947–1991) caracterizou‑se pela bipolaridade, disputa por “áreas de influência”, corrida armamentista e espacial, criação de blocos militares (OTAN e Pacto de Varsóvia), espionagem e intervenções indiretas (guerras por procuração, golpes, apoio a regimes). Foi uma rivalidade global que limitou a autonomia de muitos Estados. Fontes úteis: José W. Vesentini, Imperialismo e geopolítica global; John Lewis Gaddis, The Cold War.

Justificativa da alternativa A: A descreve precisamente a Guerra Fria como um processo complexo envolvendo aspectos militares, propagandísticos e a dominação por parte das superpotências sobre grandes regiões — coincide com a caracterização do texto‑base.

Análise das demais alternativas:

B (errada) — reduz o fenômeno a uma disputa apenas diplomática e restrita a órgãos internacionais e às duas superpotências. Ignora intervenções externas, golpes e rivalidades em países periféricos.

C (errada) — afirma que foi só embate militar direto entre as duas potências. Na prática, evitou‑se um confronto nuclear direto; prevaleceram proxy wars, confrontos indiretos e competição política/ideológica.

D (errada) — inverte a realidade ideológica: a propaganda comunista era liderada pela URSS, não a “propaganda liberal” soviética; além disso a alternativa foca apenas em um suposto esforço para proteger o Ocidente.

E (errada) — mistura conceitos (hegemonia norte‑americana vs. submissão da burguesia aos interesses do proletariado) de forma confusa e teleológica; não representa corretamente os objetivos nem a dinâmica real da Guerra Fria.

Dica de prova: procure palavras-chave nas alternativas — “complexo”, “direto”, “apenas”, “liderada por” — que frequentemente sinalizam exagero ou distorção. Compare com a ideia de bipolaridade e competição multifacetada.

Fontes citadas: José William Vesentini, Imperialismo e geopolítica global (1987); John Lewis Gaddis, The Cold War (2005).

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