Para responder à questão, considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por
Layse Ventura.
A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em
vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens,
reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje,
a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às
indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de
grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha.
Para salvar a experiência do cinema diante da televisão,
a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o
widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo
que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se
associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com
filmes mais longos, aberturas e intervalos.
Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até
ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de
inovar transformou a própria linguagem do cinema.
O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência,
era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a
incorporou como motor de evolução.
A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas,
pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como
o cinema não desapareceu, a criação humana também não
precisa ser substituída, ela pode evoluir junto.
A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser
uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o
que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance,
surpresa.
A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era
nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano
— e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como
nunca antes.
(www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.)
“Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a
indústria apostou na inovação técnica e estética.” (2o
parágrafo)
No contexto em que se encontra, a palavra sublinhada deve
ser entendida como:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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