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Ano: 2010 Banca: UEFS Órgão: UEFS Prova: UEFS - 2010 - UEFS - Vestibular - HISTÓRIA, GEOGRAFIA e MATEMÁTICA |
Q1373527 Conhecimentos Gerais
Capitão de indústria

Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
Eu não vejo além da fumaça
Que passa e polui o lar
Eu nada sei

Eu não vejo além disso tudo
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Eu acordo pra trabalhar
Eu durmo pra trabalhar
Eu corro pra trabalhar
Eu não tenho tempo de ter
O tempo livre de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei

(VALLE, 2010).
A conquista de direitos trabalhistas, no Brasil, resultou de um longo processo, originado na luta pela abolição da escravidão, até a consolidação dos direitos sociais, garantidos pela constituição atual.
As relações trabalhistas, no país, foram marcadas
Alternativas

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Resposta: Letra D

Tema central: evolução das relações trabalhistas no Brasil — desde a abolição da escravidão (Lei Áurea, 1888) até a consolidação de direitos sociais (CLT, 1943; Constituição Federal de 1988, arts. 7º e 8º). A questão pede identificar qual fator marcou esse processo.

Resumo teórico: Após 1888 houve transformação do mercado de trabalho: ex-escravizados, imigrantes e trabalhadores urbanos organizaram-se. No final do século XIX e início do XX surgem os primeiros sindicatos e movimentos operários, fortemente influenciados por ideologias importadas — especialmente o anarquismo — trazido por imigrantes; estas correntes estimulavam a ação direta, greves e a organização sindical como instrumentos de luta. Esse movimento sindical foi peça-chave para a posterior conquista de direitos trabalhistas e institucionalização via legislação (CLT) e constitucionalização (CF/1988).

Por que a alternativa D é correta? Porque liga diretamente a formação dos primeiros sindicatos — com forte presença de trabalhadores estrangeiros e influência anarquista — à trajetória de mobilização que embasou as conquistas trabalhistas. Historicamente, anarquistas e imigrantes organizaram sindicatos, pregaram greves e cooperaram na criação de uma cultura de luta que pressionou por direitos e proteção jurídica.

Análise das alternativas incorretas:
A — Falsa: não houve “passividade” dos negros; existiram resistências (quilombos, insurreições, fugas). A restrição de direitos decorreu de fatores sociais e econômicos, não de mera passividade.
B — Falsa: a independência do Brasil (1822) não teve como condição britânica a abolição da escravidão; a pressão britânica visou o tráfico negreiro, mas não impôs imediata abolição interna.
C — Falsa: a grande burguesia cafeeira do Oeste Paulista, em geral, resistiu à abolição que ameaçava sua mão de obra; a redistribuição de terras não foi motor direto para a abolição.
E — Falsa: políticas de atração de imigrantes existiram, mas a ideia de que foram adotadas visando apenas “trabalhador mais qualificado” e que isso fundamentou as conquistas trabalhistas é imprecisa e não explica a centralidade dos sindicatos e das lutas urbanas.

Dica de prova: identifique termos como “formação dos primeiros sindicatos”, “presença estrangeira” e “ideologia anarquista” — esses apontam para a origem do movimento operário como motor das conquistas trabalhistas. Em questões históricas, verificar cronologia e atores sociais evita armadilhas.

Fontes rápidas: Constituição Federal (arts. 7º e 8º), Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, 1943) e estudos sobre história do movimento operário brasileiro (final séc. XIX — início séc. XX).

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