A adesão do Ceará à Confederação do Equador pode ser entendi...

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Ano: 2009 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2009 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Primeiro Semestre |
Q1392651 História e Geografia de Estados e Municípios
A adesão do Ceará à Confederação do Equador pode ser entendida como:
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa A

Tema central: a Confederação do Equador (1824) foi uma insurreição de caráter liberal e regionalista, liderada em Pernambuco, que expressou oposição à centralização do poder após a dissolução da Assembleia Constituinte (1823) e à outorga da Constituição de 1824 por D. Pedro I. Entender esse contexto é essencial para interpretar por que províncias como o Ceará aderiram ao movimento.

Resumo teórico: após a independência, houve tensão entre tendências centralizadoras (Imperador e aliados) e liberais que queriam maior autonomia provincial. A dissolução da Constituinte (nov.1823) e a Constituição outorgada (1824) simbolizaram a volta de decisões monárquicas e centralizadoras, gerando revoltas regionais. A Confederação do Equador foi uma resposta política contra essa concentração de poder e teve repercussões em províncias vizinhas, incluindo apoio de setores cearenses favoráveis às liberdades provinciais.

Justificativa da alternativa A: ela sintetiza corretamente as causas imediatas — dissolução da Assembleia Constituinte, a outorga da Constituição de 1824 e a aproximação com Pernambuco (centro do movimento) — que motivaram adesões como a do Ceará. Ou seja, foi reação política a centralização e ao arbítrio imperial, alinhada com líderes liberais regionais.

Por que as outras alternativas estão erradas:

  • B — conflito por monopólio da cana: trata de economia açucareira pernambucana; o Ceará não tinha nessa época base econômica açucareira dominante, logo não foi adesão motivada por disputa sobre cana.
  • C — defesa da nomeação de José da Costa Barros: é fato pontual e não explica a natureza política e ideológica da Confederação; adesão cearense foi por oposição à centralização, não por apoio a uma nomeação local.
  • D — conflito pelo Cariri/posse territorial com Pernambuco: sem respaldo nas fontes do período como causa da adesão; a questão era institucional (constituição e poder), não disputa territorial com Pernambuco.
  • E — aliança com D. Pedro I para evitar separatismo pernambucano: contraditório — a Confederação era contra o governo imperial centralizador; dificilmente seria resultado de aliança pró-imperador.

Estratégia de prova: busque palavras-chave (datas: 1823–1824; termos: "outorga", "dissolução da Constituinte", "Confederação do Equador") e relacione com o conflito centralização × autonomias provinciais. Desconfie de alternativas que proponham motivos econômicos locais ou apoios ao Imperador quando o movimento foi claramente opositor ao centralismo.

Fontes e leituras recomendadas: documentos do período (Arquivo Nacional), e estudos de história do Brasil (por exemplo, obras de José Murilo de Carvalho sobre o período regencial/império e compilações sobre a Confederação do Equador).

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A participação do Ceará na Confederação do Equador devesse a dois aspectos; primeira a subordinação da capitania do Ceará a capitania de Pernambuco que durou de 1656 á 1799, e outro aspecto foi a influência da família Alencar na região do Cariri. PM - CE 2023.

Confederação do Equador em 1824

  •  foi um movimento revolucionário iniciado em Pernambuco, em 1824, e que se espalhou pelo Nordeste contra o autoritarismo de Dom Pedro I.
  •  Foi uma forma de impedir a concentração dos poderes nas mãos do imperador. "uma oposição a medidas centralizadoras e absolutistas do Primeiro Reinado.
  •  Confederação pretendia implantar o regime republicano."  Desde a Assembleia Constituinte de 1823, Dom Pedro mostrou seu autoritarismo, que se confirmou com a Constituição de 1824, que lhe garantiu amplos poderes.
  •  Os revoltosos, além de se oporem ao imperador, eram defensores do regime republicano.
  •  O principal líder da Confederação do Equador foi Frei Caneca. As tropas imperiais derrotaram os revoltosos.
  • ·Padre Mororó, esse que ao saber do fechamento da Constituinte de 1823, liderou o repúdio de Quixeramobim ao autoritarismo do D. Pedro I.

GAB A

A Confederação do Equador (1824) foi uma revolta contra o governo central de Dom Pedro I.

O motivo principal foi a insatisfação com a dissolução da Assembleia Constituinte e a imposição da Constituição outorgada em 1824, vista como autoritária.

O Ceará aderiu ao movimento por solidariedade política e pela proximidade geográfica e econômica com Pernambuco, principal foco da rebelião.

Foi uma tentativa de defender maior autonomia provincial frente ao poder central.

Gabarito:A)

Início da Revolta: o Dissolução da Assembleia Constituinte de 1823 e imposição da Constituição de 1824 por D. Pedro I.

Abril de 1824: Liberais depõem o presidente da província, Costa Barros, aliado de D. Pedro I.

Líderes Cearenses: Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves lideraram a revolta no Ceará.

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