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Ano: 2013 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2013 - UECE - Vestibular - Geografia e História |
Q1280194 História
Atente para o que é dito sobre a religiosidade nas sociedades do antigo oriente próximo. Em seguida, assinale com V as afirmações verdadeiras e com F as afirmações falsas.
( ) Entre os persas, desenvolveu-se uma religião dualista, criada por Zoroastro, em que Aura-Mazda, deus do bem, e Ahriman, deus do mal, lutavam pelo domínio das ações humanas.
( ) Os egípcios acreditavam que, após a morte, a alma seria julgada por Anúbis e iria para o céu ou para o inferno, de acordo com suas ações na Terra.
( ) O faraó Amenófis IV promoveu uma revolução religiosa no Egito, estabelecendo o culto a um só deus, Aton, simbolizado pelo disco solar.
( ) A mumificação garantia a preservação do corpo após a morte, para o eventual retorno da alma após o julgamento no tribunal de Osíris.
( ) Os hebreus evoluíram de um monoteísmo ético para um panteísmo religioso.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa C

Tema central: religiosidade no Antigo Oriente Próximo — essencial para questões de História Geral porque exige reconhecimento de sistemas religiosos (zoroastrismo, egípcio, hebraico) e distinção entre crenças, ritos e transformações históricas.

Resumo teórico rápido: Zoroastro fundou no Irão antigo um dualismo ético (Ahura Mazda — bem; Angra Mainyu/Ahriman — mal). No Egito, a ideia de pós‑vida envolve julgamento (tribunal de Osíris), livros funerários e preservação do corpo (mumificação) para a continuidade da alma (ka/ba). Amenófis IV (Akhenaton) promoveu uma reforma monoteísta centrada no disco solar Aton. Os hebreus evoluíram historicamente de religiões henoteístas/esticamente monoteístas para um monoteísmo ético consolidado, não para panteísmo.

Análise das afirmações (da 1ª à 5ª):

1) Persas — Verdadeiro. Zoroastrismo é religião dualista: Ahura Mazda (bem) × Angra Mainyu/Ahriman (mal). (Fonte: Encyclopaedia Britannica — Zoroastrianism).

2) Egípcios — Falso. Embora houvesse julgamento após a morte (pesagem do coração), os conceitos de “céu” e “inferno” no sentido judaico‑cristão não se aplicam diretamente; havia destino diferente conforme rituais e preservação, e julgamento por Anúbis/Osíris, mas não uma divisão simplista céu/inferno.

3) Amenófis IV — Verdadeiro. Promoveu culto exclusivo a Aton; é conhecido como Akhenaton e sua reforma é considerada monoteísta/henoteísta.

4) Mumificação — Verdadeiro. Objetivo era preservar o corpo (ka) para que a alma pudesse subsistir após o julgamento e reunificar‑se ao corpo; essencial na visão egípcia de continuidade da vida.

5) Hebreus — Falso. A trajetória foi de práticas próximas ao monoteísmo ético (ênfase em Yahweh como único Deus moral) — não evoluíram para panteísmo (idéia de que Deus é tudo).

Por que a alternativa C? Porque corresponde à sequência V, F, V, V, F, que resulta das correções acima.

Por que A, B e D estão erradas: cada uma propõe combinações que não coincidem com o status verdadeiro/falso das cinco afirmativas (ver detalhes anteriores).

Dica de prova: procure termos precisos (p. ex. “céu/inferno”, “monoteísmo”), compare com as características específicas de cada religião e descarte traduções anacrônicas de conceitos.

Fontes sugeridas: Encyclopaedia Britannica (Zoroastrianism, Ancient Egypt), The Oxford History of Ancient Egypt (Ian Shaw).

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