O trecho Não é uma existência, é uma expiação, que compõe o...
Não é uma existência, é uma expiação.
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Conteúdo central da questão: Trata-se de uma questão de interpretação de texto com foco em semântica, ou seja, é necessário compreender o significado do termo “expiação” dentro do contexto apresentado por Eça de Queiroz. Esse entendimento depende da capacidade de captar o sentido profundo do texto, relacionando-o a expressões equivalentes na norma-padrão.
Justificativa da alternativa correta (A): “Isso não é vida, é um cumprimento de pena.”
Pela análise semântica, o termo “expiação” significa sofrimento, punição ou penitência imposta. No contexto do texto, o autor afirma que viver nesse estado de decadência e tédio é equivalente a pagar um castigo — não se trata de uma existência plena, mas de um padecimento contínuo. A expressão “cumprimento de pena” traduz com precisão a ideia original, pois remete ao conceito jurídico e moral de pagar por um erro ou culpa.
Autores como Cunha & Cintra enfatizam que a equivalência semântica é essencial para evitar a perda de sentido em paráfrases. Além disso, o uso de expressões metafóricas, como observado no trecho, é comum na construção textual de Eça, reforçando a ideia de vida enquanto sofrimento.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- B) Expressa resignação (“Não é a vida que pedi a Deus, mas é a que tenho”), o que não equivale ao sentido de castigo ou sofrimento atrelado a “expiação”.
- C) A alternativa fala de capacidade ou comparação (“posso fazer melhor que isso”), fugindo completamente da ideia de sofrimento coletivo proposta pelo texto.
- D) Sugere que as dificuldades dependem da fraqueza pessoal (“pra quem é mole”), e não de um castigo coletivo, descaracterizando o sentido original.
- E) “É uma exceção” só indica algo fora do comum, sem qualquer carga de sofrimento ou penalidade, destoando do contexto.
Dica importante de prova: Em questões de paráfrase, busque termos estritamente equivalentes ao original. Fique atento ao campo semântico das palavras-chave e ao tom adotado pelo autor. As bancas costumam inserir opções próximas, porém insuficientes ou com desvios de sentido — leia atentamente cada alternativa, buscando o “espírito” da mensagem original.
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