O texto, do escritor português Eça de Queiroz, retrata a re...
Não é uma existência, é uma expiação.
( ) Cidadãos de moral duvidosa debochavam das instituições públicas.
( ) A classe média, por dispor de melhores condições culturais e econômicas, era vista como a salvação.
( ) O Fisco Estadual, no ato de cobrança de impostos e tributos, é considerado como se fosse um fora da lei.
( ) Em momentos de crise, até a atividade da agiotagem fica comprometida.
( ) A intriga política se prolifera facilmente quando não encontra ação efetiva do cidadão cansado.
Gabarito comentado
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Gabarito: B) V F V F V
Tema central: Interpretação de textos. O principal objetivo é analisar criticamente enunciados e alternativas, identificando informações explícitas e implícitas, além de verificar a coerência semântica em relação ao texto-base.
Justificativa da alternativa correta:
- 1ª afirmação (V): “Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida.” O texto mostra que as instituições públicas eram alvo de escárnio, ou seja, deboche de cidadãos de moral duvidosa.
- 2ª afirmação (F): “A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.” Não há qualquer valorização da classe média como “salvação”, pelo contrário, a crítica é negativa.
- 3ª afirmação (V): “O Estado é considerado, na sua ação fiscal, como um ladrão e tratado como um inimigo.” Isso remete à percepção do Fisco como “fora da lei”.
- 4ª afirmação (F): O texto aponta que “A agiotagem explora o juro”; não sugere impedimento ou sufocamento da agiotagem em tempos de crise; pelo contrário, ela continua lucrando.
- 5ª afirmação (V): “A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País.” Portanto, em um contexto de apatia cidadã, a intriga cresce, mostrando que a ausência de “ação efetiva” facilita seu avanço.
Análise das alternativas incorretas:
- A, C, D, E: Todas esbarram em interpretações ou invertendo valores lógicos das afirmações 2 (classe média como salvação: falso) e 4 (agiotagem comprometida: falso), contrariando evidências do texto.
Estratégia de resolução:
- Leia com atenção e localize marcas linguísticas-chaves no texto: adjetivos, intensificadores (“absoluta indiferença”, “proprietária de casas explora aluguel”), e ações atribuídas a sujeitos coletivos.
- Cuidado com generalizações ou afirmações disfarçadas que fogem ao tom crítico do autor — pegadinha comum!
Segundo obras de referência (Evanildo Bechara; Koch), interpretação exige atenção à coerência textual e à relação semântica entre frases para evitar enganos por inferências precipitadas.
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