Hume descreveu a confiança que o entendimento humano dep...

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Ano: 2017 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2017 - UFU-MG - Vestibular - 1º Dia |
Q924442 Filosofia
Hume descreveu a confiança que o entendimento humano deposita na probabilidade dos resultados dos eventos observados na natureza. Ele comparou essa convicção ao lançamento de dados, cujas faces são previamente conhecidas, porém, nas palavras do filósofo:
[...] verificando que maior número de faces aparece mais em um evento do que no outro, o espírito [o entendimento humano] converge com mais frequência para ele e o encontra muitas vezes ao considerar as várias possibilidades das quais depende o resultado definitivo.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Coleção “Os Pensadores”.
Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)
Alternativas

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Alternativa correta: B — crença.

Tema central: Hume explica como o entendimento humano substitui a certeza racional por um estado psicológico quando lida com eventos probabilísticos: essa substituição é a crença, fruto do hábito (custom) ao observar regularidades.

Resumo teórico (claro e progressivo): Para Hume, a razão sozinha não gera certeza sobre eventos futuros baseados em observação; o que nos leva a agir como se algo fosse certo é o hábito ou costume, que produz uma crença. Essa crença não é conhecimento demonstrativo, mas convicção prática formada pela repetição e pela probabilidade (Enquiry Concerning Human Understanding; cf. Treatise).

Justificativa da alternativa B: O enunciado descreve exatamente o mecanismo humiano: ao ver repetidas vezes um resultado mais frequente, o espírito “converge” para ele — isto é, forma crença em vez de alcançar certeza racional. Logo, B expressa com precisão esse conceito.

Análise das alternativas incorretas:

A — “verdade da fantasia”: linguagem imprecisa e incompatível com Hume; ele não enaltece fantasia como superior à razão.

C — “sentido visual”: restringe indevidamente a explicação a um sentido; Hume fala de inferência por hábito, não de superioridade do olhar.

D — “ideia inata”: contradiz Hume, que é empirista e nega ideias inatas (as crenças derivam da experiência e do hábito).

Dica de interpretação: Procure termos-chave como “falha”, “não certeza racional”, “convergir com mais frequência” — eles sinalizam que o autor trata de um substituto psicológico (crença/hábito), não de prova lógica ou de predisposição inata.

Fontes: David Hume, Enquiry Concerning Human Understanding; Stanford Encyclopedia of Philosophy — entrada “David Hume”.

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Comentários

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Hume era empirista

Hume acreditava que as causas não tinham correlação com as consequência.

O que isso quer dizer? Para ele, o ser humano tem a tendência de crer que as coisas irão acontecer, numa relação de causa e consequência, devido a crença, pois aquilo sempre repetiu

Um exemplo que ele mesmo usava: As pessoas afirmam que o sol irá nascer amanhã. Porém, essa afirmação é baseada puramente na tendência natural do ser humano de CRER que aquilo vai acontecer, pois já aconteceu anteriormente, por diversas vezes. Entretanto, o sol NÃO NASCER amanhã é uma hipótese válida, mas descartada pelos homens, ou, pelo menos, deixada de lado, pois ele acredita na repetição daquele ato.

Logo, a crença estava ocupando o lugar da razão, pois era mais fácil crer que o sol irá nascer amanhã do que ir atrás de entender o porque ele irá nascer amanha

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