Hume descreveu a confiança que o entendimento humano dep...
[...] verificando que maior número de faces aparece mais em um evento do que no outro, o espírito [o entendimento humano] converge com mais frequência para ele e o encontra muitas vezes ao considerar as várias possibilidades das quais depende o resultado definitivo.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Coleção “Os Pensadores”.
Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)
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Alternativa correta: B — crença.
Tema central: Hume explica como o entendimento humano substitui a certeza racional por um estado psicológico quando lida com eventos probabilísticos: essa substituição é a crença, fruto do hábito (custom) ao observar regularidades.
Resumo teórico (claro e progressivo): Para Hume, a razão sozinha não gera certeza sobre eventos futuros baseados em observação; o que nos leva a agir como se algo fosse certo é o hábito ou costume, que produz uma crença. Essa crença não é conhecimento demonstrativo, mas convicção prática formada pela repetição e pela probabilidade (Enquiry Concerning Human Understanding; cf. Treatise).
Justificativa da alternativa B: O enunciado descreve exatamente o mecanismo humiano: ao ver repetidas vezes um resultado mais frequente, o espírito “converge” para ele — isto é, forma crença em vez de alcançar certeza racional. Logo, B expressa com precisão esse conceito.
Análise das alternativas incorretas:
A — “verdade da fantasia”: linguagem imprecisa e incompatível com Hume; ele não enaltece fantasia como superior à razão.
C — “sentido visual”: restringe indevidamente a explicação a um sentido; Hume fala de inferência por hábito, não de superioridade do olhar.
D — “ideia inata”: contradiz Hume, que é empirista e nega ideias inatas (as crenças derivam da experiência e do hábito).
Dica de interpretação: Procure termos-chave como “falha”, “não certeza racional”, “convergir com mais frequência” — eles sinalizam que o autor trata de um substituto psicológico (crença/hábito), não de prova lógica ou de predisposição inata.
Fontes: David Hume, Enquiry Concerning Human Understanding; Stanford Encyclopedia of Philosophy — entrada “David Hume”.
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Comentários
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Hume era empirista
Hume acreditava que as causas não tinham correlação com as consequência.
O que isso quer dizer? Para ele, o ser humano tem a tendência de crer que as coisas irão acontecer, numa relação de causa e consequência, devido a crença, pois aquilo sempre repetiu
Um exemplo que ele mesmo usava: As pessoas afirmam que o sol irá nascer amanhã. Porém, essa afirmação é baseada puramente na tendência natural do ser humano de CRER que aquilo vai acontecer, pois já aconteceu anteriormente, por diversas vezes. Entretanto, o sol NÃO NASCER amanhã é uma hipótese válida, mas descartada pelos homens, ou, pelo menos, deixada de lado, pois ele acredita na repetição daquele ato.
Logo, a crença estava ocupando o lugar da razão, pois era mais fácil crer que o sol irá nascer amanhã do que ir atrás de entender o porque ele irá nascer amanha
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