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Ano: 2018 Banca: EBMSP Órgão: EBMSP Prova: EBMSP - 2018 - EBMSP - Prosef - 2018.2 - Medicina - 1ª Fase |
Q1334961 Geografia
O Fórum Econômico Mundial de 2018 mostra que, de 2012 a 2016, quase metade dos 103 países analisados tiveram aumento da desigualdade entre ricos e pobres. Países como China e Índia, que tiraram muitas pessoas da pobreza, tornaramse sociedades mais desiguais nas últimas décadas. O Brasil, embora seja um dos campeões em desigualdade, foi um dos que conseguiram reduzir a concentração de renda. CAUTI, Carlo. Em defesa da globalização. Exame. São Paulo: Abril, e.1154, n. 2, a. 52, 7 fev. 2018, p.76-83. Adaptado.
Considerando-se essa informação e com base nos conhecimentos sobre a globalização e suas consequências, pode-se afirmar:
Alternativas

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Alternativa correta: B

Tema central: a relação entre globalização, integração em cadeias globais de valor (CGV/GVC) e os efeitos sobre renda e desigualdade em países emergentes (China, Índia, Brasil). É preciso entender como a participação em mercados e cadeias internacionais pode gerar riqueza concentrada em determinados grupos e setores.

Resumo teórico conciso: A globalização intensificou fluxos de comércio, capital e tecnologia. A participação em cadeias globais de valor permite que firmas de países emergentes acumulem riqueza — sobretudo quando ocupam nós rentáveis (design, logística, marcas). Isso pode gerar um aumento rápido de bilionários e riqueza concentrada, mesmo com redução da pobreza absoluta. Fontes úteis: WEF (2018), Banco Mundial e OECD sobre GVCs e desigualdade.

Por que a alternativa B é correta: O aumento do número de bilionários na China e na Índia decorre, em grande parte, da integração desses países em cadeias globais — indústrias de manufatura, tecnologia e serviços digitais elevaram lucros e permitiram criação de grandes fortunas. A descentralização produtiva e o acesso a mercados mundiais deslocaram parte da geração de renda elevada para emergentes, antes concentrada em países centrais (WEF, 2018; World Bank).

Análise das alternativas incorretas:

A — incorreta: a redução da desigualdade no Brasil recente está mais associada a políticas redistributivas (transferências condicionadas como Bolsa Família), aumento do salário mínimo e formalização parcial do emprego, não principalmente pela expansão do agronegócio, que muitas vezes concentra renda regionalmente (IBGE; Banco Mundial).

C — incorreta: a afirmação generaliza. A eliminação de protecionismo nos países centrais não é causa única nem automática da prosperidade periférica; muitas vezes abertura sem planejamento pode prejudicar indústrias locais. O desenvolvimento exige capacidades produtivas, investimento e políticas industriais.

D — incorreta: trata-se de afirmação absoluta e falsa. A globalização não beneficiou somente a exploração mineral; setores como manufatura, tecnologia, serviços e agronegócio também geraram ganhos — embora de forma desigual.

E — incorreta: os movimentos contrários à globalização (populismos, protestos antiglobalização) surgiram majoritariamente por perdas percebidas em empregos, estagnação de salários e desigualdade nos países centrais, e não porque os periféricos estariam “impedindo” os centrais de conquistar mercados.

Dica de prova: ao resolver, identifique termos causais e absolutos (“único”, “justifica”, “decorrente sobretudo”) e confronte com a teoria das CGV e evidências sobre política social; prefira alternativas que expliquem mecanismos econômicos reais (integração em cadeias, acumulação de capital).

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