Obviamente, o aumento da concentração de renda não é ex...

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Ano: 2018 Banca: EBMSP Órgão: EBMSP Prova: EBMSP - 2018 - EBMSP - Prosef - 2018.2 - Medicina - 1ª Fase |
Q1334955 Conhecimentos Gerais
Obviamente, o aumento da concentração de renda não é exclusividade dos Estados Unidos, mas um fenômeno que vem se acentuando em escala global. A fortuna dos 42 maiores bilionários mundiais é igual ao patrimônio dos 3,7 bilhões mais pobres do mundo. Há apenas um ano, era necessário somar a fortuna de 61 bilionários para alcançar o total da metade menos afortunada. No Brasil, os cinco maiores bilionários do país possuem uma riqueza somada de 85 bilhões de dólares, o que corresponde ao montante acumulado pela metade mais pobre da população.
SAKATE, Marcelo. Os donos do mundo. Revista VEJA. São Paulo: Abril, e. 2567, a. 51, n. 5, 31 jan. 2018, p. 67-68. Adaptado.
As raízes históricas da concentração da riqueza bem como as desigualdades econômicas e sociais entre os países do mundo estão associadas,
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: a questão pede identificação das raízes históricas da concentração de riqueza e das desigualdades entre povos. É preciso relacionar processos socioeconômicos de longa duração (controle de recursos, poder militar e legitimação ideológica) com a formação das elites e da desigualdade.

Resumo teórico e fontes: sociedades agrárias antigas (vales dos grandes rios: Nilo, Tigre-Eufrates, Indo, Huang He) concentraram terras e água irrigada nas mãos de elites que organizavam trabalho, arrecadação e defesa. O domínio desses recursos naturais, aliado à coerção militar e a justificativas religiosas para a hierarquia social, criou e reproduziu grandes desigualdades ao longo do tempo. (Ver: Piketty, C. “Capital in the Twenty‑First Century”, 2014; World Inequality Report, 2018.)

Por que a alternativa A é correta: ela aponta fatores típicos das primeiras civilizações que explicam a origem histórica da concentração de riqueza: controle das terras férteis irrigadas (base econômica), exércitos regulares (força coercitiva) e legitimação religiosa (ideologia que naturaliza a desigualdade). Esses elementos combinados geram e preservam privilégios intergeracionais — exatamente a ligação solicitada pelo enunciado.

Análise das alternativas incorretas:

B — incorreta: o monopólio do saber na Idade Média pertencia principalmente ao clero e aos mosteiros, não à nobreza. Além disso, a preservação dos textos greco‑romanos ocorreu em instituições religiosas e, depois, em universidades; a alternativa exagera e deturpa o papel da nobreza.

C — incorreta: generaliza e confunde realidades diversas. Alianças intertribais e estruturas familiares não explicam, em termos históricos globais, a origem da desigualdade entre Estados; o tráfico de escravos foi um fator importante, mas não a raiz explicativa única nem exclusiva de povos asiáticos e africanos.

D — incorreta: no Brasil colonial o comércio exterior era controlado pela metrópole (Portugal), não por comerciantes “brasileiros”. Também mistura períodos e produtos (cacau e exploração aurífera) de forma imprecisa para explicar raízes históricas globais da desigualdade.

E — incorreta: o uso da energia atômica e arsenais bélicos é fenômeno contemporâneo e não explica as raízes históricas das desigualdades; além disso, nuclearização não garantiu necessariamente elevação socioeconômica universal.

Dica de prova: identifique termos temporais do enunciado ("raízes históricas") e privilegie alternativas que tratem de processos antigos e estruturais; elimine opções que sejam anacrônicas ou muito específicas.

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