O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar o...

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Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1985068 História
    O ódio fabrica sua própria força justamente ao ignorar ou exceder a realidade concreta. Ele não precisa nem de base, nem de ocasião real. Basta-lhe uma projeção. (...) O ódio sempre tem um contexto específico que o explica e do qual ele surge. As razões que o sustentam e que servem para explicar por que um grupo supostamente “merece” ser odiado têm de ser fabricadas por alguém em determinado quadro histórico-cultural. Esses motivos têm de ser expostos, narrados e ilustrados repetidamente até que se depositem disposições. 
Carolin Emcke. Contra o ódio. Maurício Liesen (Trad.). 1.ª ed. Editora Âyiné, 2020 (com adaptações). 
O discurso de ódio é um fator essencial para a ascensão dos ideais fascistas. Inventando medos e inimigos a partir do negacionismo histórico, líderes populares emergiram com o discurso de que seriam os únicos capazes de salvar sua pátria da corrupção e da suposta degeneração social. Considerando esse assunto, julgue o item, acerca da presença da ideologia fascista e dos regimes que a adotaram na primeira metade do século XX.  

O Partido Nacional-Socialista Alemão implementou políticas de inclusão social para pessoas com deficiência, de maneira que os seus discursos de ódio não recaíam sobre essa população. 
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Alternativa correta: E — Errado

Por que a afirmação é falsa

O Partido Nacional‑Socialista (nazista) não implementou políticas de inclusão para pessoas com deficiência; ao contrário, promoveu exclusão, esterilização forçada e extermínio. Em 1933 foi aprovada a Gesetz zur Verhütung erbkranken Nachwuchses (Lei para a Prevenção de Descendência Hereditariamente Doente), que autorizou a esterilização compulsória de pessoas consideradas “hereditariamente doentes”. Posteriormente, a política evoluiu para a eliminação física através do programa conhecido como Aktion T4 (iniciado em 1939), responsável pelo assassinato em massa de pessoas com deficiências e doenças crônicas, enquadradas pela ideologia racial e eugênica do regime.

Esses atos fazem parte da política de higiene racial e eugenia do nazismo, baseada na ideia de “melhorar” a raça por meios coercitivos. A propaganda do regime desumanizou essas populações, justificando medidas violentas como “alívio” para a nação — exatamente o contrário de inclusão.

Fontes e referências

- Lei de esterilização: Gesetz zur Verhütung erbkranken Nachwuchses, 14 jul. 1933.
- Programa Aktion T4 (1939–1941, com continuidade clandestina depois): políticas de extermínio de pessoas com deficiência.
- Leituras recomendadas: Ian Kershaw, Hitler 1936–1945: Nemesis; Richard J. Evans, The Third Reich in Power.

Dica de interpretação para provas: Procure na assertiva termos que contradizem o funcionamento conhecido do regime (como “inclusão” no caso do nazismo). Quando um enunciado apresenta uma característica contrária ao consenso historiográfico (documentada por leis, programas e evidências), indica-se resposta “Errado”.

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Comentários

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Errado - o projeto "Aktion T4" tinha como alvo doentes e pessoas com deficiências físicas e mentais, esse projeto exterminou milhares de pessoas portadoras de necessidades especiais.

The trooper again ​

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