A disseminação da covid-19 no estado de São Paulo e no P...

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Ano: 2021 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE / CEBRASPE - 2021 - UNB - Vestibular - Libras |
Q1985060 Geografia
    A disseminação da covid-19 no estado de São Paulo e no Paraná, em especial na região metropolitana de Curitiba, Londrina e Maringá, leva à confirmação de que a dispersão do vírus está inserida na lógica das redes e da hierarquia urbana. A propagação do vírus encontra meio fecundo nas concentrações populacionais, logo as cidades acabam sendo evidenciadas pela facilidade com que o processo se dá. Se pensarmos na rede urbana de Londrina, os casos de covid-19 se concentram em maior número no município londrinense e nos centros sub-regionais. No que tange à região de Maringá, os casos estão concentrados principalmente nos municípios inseridos na área de maior concentração populacional. 
J. T. Versezi e T. M. de Liz. A disseminação da covid-19, rede urbana e metropolização. In: R. L. Töws, S. T. Malysz e A. M. Endlich (org.). Pandemia, espaço e tempo: reflexões geográficas. Paraná: Ed. Maringá, 2020 (com adaptações). 

A rede urbana pode ser definida como a interligação entre as cidades que se estabelece a partir dos fluxos de pessoas, mercadorias, capitais e informações. Em cada rede urbana, identifica-se uma hierarquia. Acerca desse assunto, julgue o item seguinte, considerando as informações do texto anterior.
Conforme a hierarquia urbana descrita no texto, Curitiba ocupa o topo de uma rede urbana, ou seja, não está subordinada a nenhuma outra cidade e, em conjunto com Londrina e Maringá, cobre todo o país com suas regiões de influência. 
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Resposta: E — Errado

Tema central: rede urbana e hierarquia. A questão testa compreensão de como cidades se organizam em níveis de influência (local, sub-regional, regional, nacional) e como fluxos (pessoas, bens, informações) configuram essa hierarquia.

Resumo teórico: segundo a teoria dos lugares centrais (Christaller) e análises contemporâneas (IBGE; estudos de geografia urbana), a hierarquia urbana depende da amplitude da área de influência e da oferta de funções especializadas. Metropóles nacionais (ex.: São Paulo) têm influência em grande parte do país; capitais e metrópoles regionais (ex.: Curitiba) atuam sobre áreas estaduais ou regionais; cidades como Londrina e Maringá são centros regionais/sub‑regionais com influência limitada a suas microrregiões.

Por que a afirmativa é errada: afirmar que Curitiba, junto com Londrina e Maringá, “cobre todo o país” confunde níveis de hierarquia. Essas cidades têm influência relevante no Paraná e em partes do Sul/Norte do estado, mas não alcançam cobertura nacional. A declaração exagera o alcance espacial das suas áreas de influência e ignora níveis superiores (ex.: centros nacionais como São Paulo, Brasília) e a diversidade de redes regionais.

Estratégia para resolver enunciados similares: identifique palavras-chave que indicam alcance espacial (todo o país, regional, local). Se o alcance afirmado for muito amplo para a categoria da cidade citada, é sinal de erro. Lembre-se: cobertura nacional pertence a poucos polos nacionais.

Fontes sugeridas: C. W. Christaller (1933) — teoria dos lugares centrais; IBGE — estudos sobre rede urbana; textos de geografia urbana e planejamento regional.

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Londrina e Maringá não cobrem todo o país com suas regiões de influência, diferentemente de Curitiba que é uma metrópole nacional.

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