Leia a narrativa “O protetor”, de Millôr Fernandes, para responder à questão.
O homem vinha guiando o carro a 120 km/h quando o
pneu furou. O carro deu três voltas sobre si mesmo, foi atirado pelos ares, bateu num galho de árvore e, quando ia se
esborrachando no chão, alguém o segurou sem que ele pu
desse ver quem. Ele ficou um pouco tonto e foi aí que ouviu
a voz misteriosa que lhe disse: “Não se estás morto, não!
Estás vivo! Eu continuo aqui para proteger-te. Sou teu anjo
da guarda. Quando tiveste aquele ataque de coqueluche, aos
seis meses de idade, eu estava lá para te salvar. Quando
ficaste na frente do trem, aos seis anos, eu estava lá para te
ajudar. Quando foste para a guerra na Itália, quando saltaste
de paraquedas na Coreia, quando ias te afogando em Copa
cabana, sempre fui eu quem te ajudou.”
“Está bem, está bem, muito obrigado”, disse então o
homem agradecido. “Mas onde diabos estava você quando
eu me casei?”
(Millôr Fernandes. Contos fabulosos, 2007.)
“a voz misteriosa [...] lhe disse: [...] ‘Eu continuo aqui para
proteger-te.’” (1° parágrafo)
Ao ser transposto para o discurso indireto, o trecho assume
a seguinte redação:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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