Fonte: Teixeira, Bento. Prosopopeia. Rio de Janeiro: Typ. do Imperial Instituto Artistico, 1873. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242781. Acesso em: 09 jul.2024.
Glossário:
Délficas: Musas, deusas da poesia e irmãs de Apolo por parte de pai (Zeus)
Lácia: referente ao Lácio, região da Itália central.
Texto V
Nas palavras do crítico literário Alfredo Bosi, a intenção do poeta Bento Teixeira, ao escrever o poema épico “Prosopopeia”, é “encomiástica, e o objeto do
louvor Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da
capitania de Pernambuco, que encetava a sua carreira
de prosperidade graças à cana-de-açúcar. A imitação
de Os Lusíadas é assídua, desde a estrutura até o uso
dos chavões da mitologia e dos torneios sintáticos. O
que há de não-português (mas não diria: de brasileiro) no poemeto, como a ‘Descrição do Recife de
Pernambuco’, ‘Olinda Celebrada’ e o canto dos feitos
de Albuquerque Coelho, entra a título de louvação
da terra enquanto colênia, parecendo precoce a atribuição de um sentimento nativista a qualquer dos
passos citados”.
Fonte: Bosi, Alfredo. História concisa da literatura. 50. ed. São
Paulo: Cultrix, 2015, p. 36.
GlOSSÁRIO:
Encomiástico: Elogioso, que faz elogio a algo ou
alguém.
Considerando os dois textos, é possével afirmar que Prosopopeia, de Bento Teixeira, pode ser
considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento
barroco, uma vez que, dentre outras características
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