"O 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, é a mais c...
OLIVEIRA, Cecília Salles. Independência do Brasil - 7 de Setembro de 1822. In: BITTENCOURT, Circe (org.). Dicionário de datas da história do Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2007, p. 207.
Sobre a repercussão social da Independência do Brasil no primeiro reinado é correto afirmar que:
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Gabarito comentado
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Alternativa correta: C
Tema central: a questão trata da repercussão social da Independência do Brasil durante o Primeiro Reinado (1822–1831). É preciso entender que a independência foi um processo político que envolveu elites, militares e províncias, gerando conflitos e resistências regionais — não uma transformação social imediata e homogênea.
Resumo teórico: após 1822 o poder central buscou consolidar um Estado monárquico sob D. Pedro I. A independência foi proclamada por lideranças políticas e militares, mas as mudanças efetivas dependeram de negociações locais. Surgiram disputas entre liberais e conservadores, entre elites regionais e o governo central, e várias revoltas provinciais (ex.: oposição em Pernambuco, conflitos na Bahia, a Confederação do Equador em 1824 como expressão de tensões políticas). A Constituição de 1824, outorgada pelo imperador, centralizou o poder e limitou a participação popular efetiva.
Justificativa da letra C: A alternativa aponta que a repercussão ocorreu por meio de conflitos políticos entre segmentos sociais no Rio de Janeiro e nas províncias. Isso é correto: a Independência não foi um consenso nacional; provocou embates entre proprietários rurais, comerciantes, ex-officiais militares, caudilhos regionais e representantes do governo central. Esses conflitos políticos e regionais foram a forma mais imediata de repercussão social no Primeiro Reinado.
Análise das alternativas incorretas:
A — Incorreta. A participação das camadas populares na elaboração da primeira Constituição foi mínima. A Constituição de 1824 foi outorgada pelo imperador após dissolver a Assembleia Constituinte, e o processo foi dominado pelas elites.
B — Incorreta. O poder executivo não deixou de considerar a Independência como marco histórico; ao contrário, D. Pedro I utilizou-a para legitimar o novo regime. A afirmação é imprecisa e contrafactual.
D — Incorreta. A afirmação generaliza equivocadamente. Alguns setores comerciais lucraram com a abertura gradual do comércio; não houve um cerceamento amplo e uniforme das exportações de comerciantes dessas províncias como efeito direto da Independência.
E — Incorreta. A separação de Portugal não implicou liberdade e autonomia política ampla para a sociedade. A ordem social escravocrata e as hierarquias econômicas permaneceram; a autonomia política real ficou concentrada nas elites.
Dica de interpretação: ao ver “repercussão social” e “Primeiro Reinado”, busque sinais de conflitos regionais, papel das elites e da Constituição de 1824. Desconfie de alternativas que generalizam ganhos imediatos para “a sociedade” ou atribuem ampla participação popular.
Fontes sugeridas: Constituição Política do Império do Brasil (1824); José Murilo de Carvalho, estudos sobre o Império; Emília Viotti da Costa e obras sobre as revoltas provinciais e a Confederação do Equador.
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Comentários
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Gab:C
no rj está meio equivocado
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