Segundo o crítico Arnaldo Saraiva, Camões atinge no soneto ...
Quando a suprema dor muito me aperta, se digo que desejo esquecimento, é força que se faz ao pensamento, de que a vontade livre desconcerta.
Assim, de erro tão grave me desperta a luz do bem regido entendimento, que mostra ser engano ou fingimento dizer que em tal descanso mais se acerta.
Porque essa própria imagem, que na mente me representa o bem de que careço, faz-mo de um certo modo ser presente.
Ditosa é logo a pena que padeço, pois que da causa dela em mim se sente um bem que, inda sem ver-vos, reconheço