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Q4038083 Meio Ambiente
O oceanógrafo e geógrafo paulista Marcus Polette tem avaliado como os efeitos danosos do turismo ocorrem na costa brasileira desde os anos 1950. Daquela década para cá, o turismo de sol e praia passou a se desenvolver a partir de uma estrutura baseada em calçadão, avenida beira-mar e prédios. “No país, os calçadões foram construídos muitas vezes em cima das praias, e várias avenidas beira-mar cobriram a vegetação de restinga”. Quanto aos prédios, nem o céu parece ser o limite. Balneário Camboriú (SC), objeto de estudo de Polette, é uma cidade famosa por seus vários edifícios na faixa dos 200 metros de altura e um com mais de 550 metros em construção, previsto para ser o maior do mundo.
(Mônica Manir. www.revistapesquisa.fapesp.br, 2025. Adaptado.)

Considerando o modelo de turismo mencionado no excerto, um dos efeitos danosos desse modelo no clima da costa brasileira é
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A decisão está na comparação entre a costa com vegetação de restinga e a área substituída por calçadão, avenida e prédios, isto é, entre superfície natural e superfície urbanizada com maior retenção de calor.

Tema central: aquecimento urbano litorâneo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inversão térmica não é efeito permanente e anual desse modelo de turismo. Trata-se de fenômeno atmosférico episódico, dependente de condições específicas, sem nexo direto com a simples urbanização costeira descrita.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o modelo de turismo descrito substitui vegetação de restinga e superfícies naturais por calçadão, avenidas e intensa verticalização. Na comparação com uma costa menos artificializada, essa ocupação aumenta a absorção e o armazenamento de calor, favorecendo ilhas de calor e a elevação da temperatura média local.
C
Errada
Está errada porque o enfraquecimento de correntes marítimas envolve fatores oceanográficos de grande escala. A base afirma que o efeito esperado aqui é local ou microclimático, não alteração direta dessa dinâmica oceânica.
D
Errada
Está errada porque a base não sustenta retração de eventos climáticos extremos. Ao contrário, essa alternativa aponta efeito em sentido oposto ao impacto esperado da artificialização do espaço, que não reduz extremos.
E
Errada
Está errada porque a diminuição da amplitude térmica diária não é a consequência mais direta nem necessária do processo descrito. A inferência mais segura e central, segundo a base, é o aumento da temperatura média local.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi trocar um efeito microclimático direto da urbanização litorânea — aquecimento local — por fenômenos com aparência técnica, mas sem relação causal direta com o enunciado, como inversão térmica permanente, correntes marítimas ou um efeito térmico secundário.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer supressão de vegetação e substituição por asfalto, concreto e edifícios, priorize efeitos de aquecimento local por maior absorção e retenção de calor.
  • Diferencie efeitos microclimáticos locais de dinâmicas atmosféricas ou oceanográficas de grande escala; urbanização costeira não basta, por si, para concluir alteração de correntes marítimas.
  • Entre uma consequência direta e uma consequência possível, escolha a diretamente sustentada pelo mecanismo descrito no enunciado e na base.

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