O oceanógrafo e geógrafo paulista Marcus Polette tem
avaliado como os efeitos danosos do turismo ocorrem na
costa brasileira desde os anos 1950. Daquela década para
cá, o turismo de sol e praia passou a se desenvolver a partir
de uma estrutura baseada em calçadão, avenida beira-mar
e prédios. “No país, os calçadões foram construídos muitas
vezes em cima das praias, e várias avenidas beira-mar cobriram a vegetação de restinga”. Quanto aos prédios, nem o
céu parece ser o limite. Balneário Camboriú (SC), objeto
de estudo de Polette, é uma cidade famosa por seus vários
edifícios na faixa dos 200 metros de altura e um com mais
de 550 metros em construção, previsto para ser o maior do
mundo.
(Mônica Manir. www.revistapesquisa.fapesp.br, 2025. Adaptado.)
Considerando o modelo de turismo mencionado no excerto,
um dos efeitos danosos desse modelo no clima da costa
brasileira é