Sobre as cidades européias na época moderna (séculos XVI a X...

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Ano: 2006 Banca: VUNESP Órgão: UNIFESP Prova: VUNESP - 2006 - UNIFESP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q227635 História
Sobre as cidades européias na época moderna (séculos XVI a XVIII), é correto afirmar que, em termos gerais,
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central: transformação das relações entre cidades e monarquia na Idade Moderna (séculos XVI–XVIII). A questão exige entender centralização estatal, perda de privilégios municipais e a continuidade da interdependência urbano-rural.

Resumo teórico: com a formação dos Estados modernos, os reis absolutistas buscaram concentrar poder político e fiscal. Instrumentos como intendentes (França), corregedores (Espanha), cobrança centralizada de impostos e monopólios mercantis reduziram as imunidades políticas que muitas cidades haviam conquistado na Idade Média (auto-governo, justiça própria, direitos fiscais). As cidades permaneceram centros econômicos e demográficos, mas sem a mesma autonomia política medieval. Fontes clássicas sobre o tema: Fernand Braudel (A Mediterrânea e o mundo mediterrânico), Marc Bloch (A sociedade feudal) e estudos sobre o absolutismo e as reformas administrativas (ex.: políticas de Colbert na França).

Por que D é correta: ela afirma que as cidades perderam imunidades políticas com os reis absolutistas — exatamente o processo histórico: substituição de instituições municipais por funcionários reais e limitação de prerrogativas urbanas. A alternativa sintetiza a tendência geral da época.

Análise das alternativas incorretas:

A — errada. A autonomia medieval diminuiu; não foi mantida. Os reis centralizaram jurisdição e receitas.

B — errada e contraditória logicamente. As cidades não ganharam autonomia em função de perda de importância econômica; de fato, cresceram economicamente e perderam autonomia política.

C — errada. A guerra da pólvora tornou muralhas menos eficazes; muitas cidades viram suas defesas ultrapassadas ou transformadas, e o controle militar passou ao Estado.

E — errada. As cidades nunca foram totalmente autosuficientes: dependiam do campo para alimentos e matérias-primas; a rede urbana-rural manteve-se interligada.

Dica de prova: ao ver termos como “imunidades”, “reis absolutistas” ou “autonomia”, associe imediatamente à ideia de centralização administrativa. Busque decisões que indiquem perda de poderes locais (intendente, tributos, justiça).

Fontes recomendadas para revisão rápida: Braudel (A Mediterrânea), Marc Bloch (A sociedade feudal) e manuais de História Moderna sobre absolutismo e administração real.

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Na Idade Média ainda, durante o Renascimento Urbano, as cidades começaram a ser feitas no entorno dos castelos dos senhores feudais (o que era necessário na medida em que as muralhas protegiam contra invasões). Isso as deixava dependentes politicamente dos impostos e atribuições de cada senhor feudal. No entanto, com as revoltas contra os senhores feudais e com a compra de Cartas de Franquia, elas foram conseguindo se desvencilhar da influência desses nobres, adquirindo, assim, maior autonomia, imunidade política. Entretanto, com a formação das Monarquias Nacionais, no início da Idade Moderna, os reis centralizam o poder e submetem as cidades aos seus interesses políticos e econômicos (então, elas não usufruem mais de imunidade política, ou seja, pagam impostos, etc).

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