INSTRUÇÃO: Para responder à questão 21, con sidere as afirma...
I. Durante o período imperial, Roma deu início à formação de seus domínios no Mediterrâneo controlando primeiramente os povos da Penín sula Itálica.
II. Na fase da conquista da Itália, até o século
III a C., o principal fator condicionante da expansão foi a necessidade de novas terras cultiváveis numa sociedade marcada por conflitos entre a aristocracia e os pequenos proprietários.
III. Pelo menos um terço do território ocupado nas regiões italianas era apropriado pelo Estado romano, constituindo o ager publicus, que era distribuído aos cidadãos para a instalação de colônias, divisão de lotes individuais ou ocupação pela aristocracia.
IV. A partir das conquistas fora da Península Itálica com as Guerras Púnicas, o interesse prioritário do Estado romano deixou de ser o recrutamento de escravos, para concentrar-se em alianças militares e cobrança de tributos.
Estão corretas apenas as afirmativas.
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Resposta: alternativa C (II e III)
Tema central: a expansão territorial de Roma — especialmente a conquista da Península Itálica e as consequências sociais e jurídicas (ager publicus, colonização, conflitos sociais) antes e durante as Guerras Púnicas. Para resolver a questão é preciso atenção à cronologia (República vs Império) e às causas sociais/econômicas da expansão.
Resumo teórico essencial: - Fase italiana (séculos IV–III a.C.): Roma consolida controle sobre a Itália por meio de guerras, alianças e colonização; emergência do ager publicus (terras públicas expropriadas aos vencidos). - Conflitos sociais: disputa por terras entre aristocracia rural (latifundiários) e pequenos proprietários/plebeus; a ocupação de terras públicas por elites agravou tensões. - Após as Guerras Púnicas (século III a.C. em diante) Roma amplia-se pelo Mediterrâneo; entram em jogo tributos provinciais, alianças e também grande entrada de escravos e riqueza proveniente das conquistas. Fontes: Livy, Polybius; sínteses modernas como M. Beard (SPQR) e Cambridge Ancient History.
Por que II e III são corretas (justificativa): - II: Correto — na conquista da Itália um dos fatores condicionantes foi a pressão por terra e as tensões entre aristocracia e pequenos proprietários; essa dinâmica explicita a motivação interna para colonização e redistribuição. - III: Correto — grande extensão de terras conquistadas passou a ser ager publicus; essas terras foram usadas para criação de colônias, para lotes e, muitas vezes, apropriadas por elites. A afirmação sintetiza bem o papel do ager publicus na Itália republicana.
Análise das alternativas incorretas: - I (incorreta): afirma que a formação dos domínios mediterrâneos começou no período imperial controlando primeiro a Itália — anacrônico. A consolidação da Itália ocorreu na República; a expansão mediterrânea amplia-se antes e durante a República, não “no período imperial”. - IV (incorreta): diz que, a partir das conquistas fora da Itália, o Estado deixou de priorizar recrutamento de escravos para focar em alianças e tributos. Na realidade, as conquistas aumentaram massivamente o número de escravos e a escravidão continuou central; tributos e alianças ganharam importância, mas não substituíram esse aspecto econômico. - Análise das alternativas oferecidas (A, B, D, E): todas incorretas porque incluem I e/ou IV, que são falsas; apenas C reúne as duas verdadeiras (II e III).
Estratégia de prova: atente para palavras-chave cronológicas ("período imperial", "até o século III a.C.", "Guerras Púnicas") e para contradições internas (por exemplo, “deixou de” quando historicamente um processo aumentou). Relacione causas internas (terra, conflitos sociais) com fases históricas (República → expansão da Itália).
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Comentários
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Faltou a assertiva III enfatizar uma coisa: o ager publicus era distribuído EM TESE, já que nunca ocorreu. Foi apenas uma forma de manipular os mais pobres a apoiarem o expansionismo e irem às lutas. Quando voltavam, nada recebiam e passavam pela pauperização (desemprego, êxodo rural e revolta pela reforma agrária).
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