Uma análise do poema de Fernando Pessoa nos leva a admitir ...
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
1) há uma espécie de lamento frente às desigualdades de condições constatadas entre os supostos interlocutores. 2) quem fala acredita estar em clara desvantagem e fundamenta as razões de seu desengano. 3) o discurso tem a estrutura de um diálogo face a face, embora o ouvinte esteja apenas presumido. 4) a condição humana, pelos sentidos expressos no poema, parece estar sujeita a grandes complexidades. 5) as ‘leis fatais’, que ‘regem pedras e gentes’, são flexíveis, gerais e necessariamente contingentes.
Estão corretas: