Uma semelhança e uma diferença entre o panorama descrito no...

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Ano: 2019 Banca: VUNESP Órgão: SÃO CAMILO Prova: VUNESP - 2019 - SÃO CAMILO - Processo Seletivo - 2º Semestre de 2019 - Medicina |
Q1798246 História
Leia o texto para responder à questão.

    No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório.
     A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes.

(Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na
América Espanhola, 1984. Adaptado.) 
Uma semelhança e uma diferença entre o panorama descrito no segundo parágrafo do texto e a experiência da colonização portuguesa no Brasil são, respectivamente:
Alternativas

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Tema central: A questão discute as formas de trabalho compulsório nas colônias hispano-americanas e a sua comparação com o caso brasileiro, com destaque para a escravização indígena baseada na doutrina da “guerra justa” e o predomínio do trabalho escravizado africano no Brasil.

Explicação didática: O conceito de guerra justa era utilizado, tanto na América Espanhola quanto no Brasil, como justificativa para escravizar indígenas capturados em conflitos considerados legítimos pelas autoridades coloniais. No entanto, enquanto a escravização indígena teve um papel mais restrito e com resistência da Coroa e da Igreja em ambos os casos, o Brasil se destacou pelo uso intenso e predominante de africanos escravizados como mão de obra, especialmente nos engenhos de açúcar e atividades mineradoras dos séculos XVI a XVIII.

Justificativa da alternativa correta (D):
“O recurso à noção de guerra justa como justificativa para a escravização de nativos e a predominância, no Brasil, do trabalho de africanos escravizados.”
Essa alternativa está correta porque apresenta uma semelhança (o uso da guerra justa para legitimar a escravidão indígena em ambas as áreas coloniais) e uma diferença fundamental (a predominância do trabalho africano escravizado no Brasil). Segundo obras como História do Brasil (Boris Fausto), o tráfico negreiro transatlântico tornou o Brasil o principal destino de africanos escravizados nas Américas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta – A distância geográfica ou incentivo das elites na América Espanhola à escravização dos nativos não são pontos centrais; a repressão vinda da Coroa e Igreja é que atenuou a escravização indígena.
B) Incorreta – O tráfico negreiro existiu na América Espanhola, apenas foi menos intenso do que no Brasil.
C) Incorreta – Os jesuítas eram em geral contrários à escravização indígena no Brasil e a existência de sistemas tributários não se traduz em difusão do trabalho servil.
E) Incorreta – Não houve aceitação fácil da escravidão pelos indígenas brasileiros, que resistiram de diversas formas.

Estratégia de interpretação: Observe palavras-chave (“guerra justa”, “predominância”, “trabalho africano escravizado”). Fique atento à comparação entre semelhanças e diferenças e evite cair em generalizações ou informações factualmente incorretas sobre a aceitação ou repressão da escravidão.

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LETRA D

É bem verdade dizer que no Brasil houve algumas causas para a utilização da mão de obra escrava do negro africano e a "proteção ao nativo".

→ O principal fator, foi o econômico, pois a coroa portuguesa detinha o monopólio do comércio internacional de escravos, então que seria mais vantajoso, "proteger os nativos" e forçar os colonos a comprar seus escravos, ou permitir a escravização gratuita do índio?

→ Outro fator foi o genocídio indígena, tanto por doenças, quanto pelas ditas guerras justas o número dessa mão de obra não era tão abundante quanto a dos escravos africanos.

OBS.: Sobre esse ponto, vale ressaltar que na capitania de São Vicente havia sim uma abundante mão de obra nativa, tanto que se tornaram os maiores senhores de escravos indígenas. (Fonte - A formação econômica do Brasil Celso Furtado).

Talvez esses dois sejam os principais fatores para a predominância do trabalho africano escravizado no BR.

(CASO ESTEJA ERRADO ME INFORMEM NO PRIVADO)

Os jesuítas não podiam nem pensar em trabalho escravo indígena, porque para eles, esse público é "puro" que deveriam ser catequizados, letrados, diminuindo o trabalho escravo pelos indígena, mas o de africanos-na maioria negros- era, para eles, como forma de "purgar" os pecados.

The trooper again ​

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