No conto A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa, public...
ASSINALE a alternativa em que há o discurso direto e a marca da oralidade:
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Tema central da questão: Interpretação textual aplicada à identificação de discurso direto e marcas de oralidade na obra “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa.
O que é discurso direto? É a transcrição literal das falas de uma personagem, sempre marcada por sinais gráficos como aspas ou travessões, e normalmente introduzida por um verbo de elocução (como “disse”, “bradou”). Segundo Cunha & Cintra, o discurso direto permite que o leitor “ouça” de forma vívida a fala do personagem.
O que são marcas de oralidade? São elementos que reproduzem a linguagem falada: formas contraídas ou reduzidas (exemplo: “cê” no lugar de “você”), uso de regionalismos e estruturas sintáticas do uso coloquial. Como aponta Bechara, são fundamentais para dar autenticidade e proximidade ao texto literário.
Análise das alternativas:
A) Apesar de incluir “alembro” (oralidade), a frase NÃO apresenta discurso direto, pois não há fala literal de personagem marcada por pontuação específica.
B) Não há discurso direto nem marcas claras de oralidade. A construção ainda é formal e informativa.
C) O trecho tem linguagem padrão, sem discurso direto ou oralidade relevante.
D) Correta. Observe o travessão (“—”) sinalizando discurso direto: “— Cê vai, ocê fique, você nunca volte!”. Nesta frase estão presentes as marcas de oralidade (“cê”, “ocê”), além da estrutura sintática própria da fala espontânea e regional (“mascou o beiço e bramou”). Como orienta a norma-padrão, essa construção representa fielmente o modo como as pessoas falam, diferenciando-se do discurso indireto, no qual o narrador apenas relata a fala do personagem.
Dica para provas: Busque sinais gráficos (travessão ou aspas) e expressões típicas do cotidiano (oralidade) para identificar discurso direto e recreação da linguagem falada. Cuidado com pegadinhas! Nem toda frase coloquial apresenta discurso direto; e, sem a fala literal (introduzida por pontuação), não é discurso direto.
Referências:
CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley – Nova Gramática do Português Contemporâneo.
BECHARA, Evanildo – Moderna Gramática Portuguesa.
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