MetáforaComposição: Gilberto Gil - 1982 “Uma lata existe par...
“Uma lata existe para conter algo Mas quando o poeta diz: 'Lata' Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo Mas quando o poeta diz: 'Meta' Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta Que determine o conteúdo em sua lata Na lata do poeta tudonada cabe Pois ao poeta cabe fazer Com que na lata venha caber O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta Deixe a sua meta fora da disputa Meta dentro e fora, lata absoluta Deixe-a simplesmente metáfora"
Disponível em: http://letras.terra.com.br/gilberto-gil/487564/.
Na música Metáfora, de Gilberto Gil, há, entre outras coisas, a definição de metáfora, uma figura de linguagem que também é encontrada na alternativa:
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O critério decisivo é reconhecer metáfora como transferência de sentido por aproximação implícita, sem conectivo comparativo, exatamente o que o texto-base explicita em “Pode estar querendo dizer o incontível / Pode estar querendo dizer o inatingível / Deixe-a simplesmente metáfora”. Como o comando pede outra ocorrência da mesma figura, a correta é a alternativa A, em que “O tempo é uma cadeira ao sol” cria equivalência semanticamente imprópria no plano literal.
- Leia o comando e procure a figura exata pedida, não apenas um verso poético ou expressivo.
- Metáfora, aqui, depende de deslocamento de sentido com aproximação implícita entre elementos, sem conectivo comparativo.
- Se houver substituição da parte pelo todo, desconfie de metonímia/sinédoque, não de metáfora.
- Não projete contexto externo do poema ou da canção: decida pelo fragmento transcrito.
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Comentários
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A- A figura de linguagem predominante na frase "O tempo é uma cadeira ao sol, e nada mais" de Carlos Drummond de Andrade é a . Ela caracteriza-se por uma comparação implícita, onde o "tempo" é diretamente igualado a um objeto concreto ("cadeira ao sol"), sem usar conectivos comparativos (como "como" ou "tal qual").
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