Até meados do século XIX, a maior parte das pessoas
via tanto os humanos quanto os chimpanzés como seres que
mantinham, sem qualquer mudança, as formas com as quais
haviam surgido. Essa era uma visão de mundo denominada
“fixismo”. Outra visão começou a deitar suas raízes em meados do século XVIII, defendendo o papel central da mudança
no mundo natural: o “evolucionismo”. As teorias da evolução
biológica propõem que os seres vivos que são vistos atual
mente nem sempre existiram, nem sempre tiveram a mesma
forma e nem sempre existirão. Desde o século XVIII, diversas
teorias de evolução biológica foram discutidas, entre elas, as
de Buffon e Lamarck. A grande mudança teve lugar ao final
da década de 1850 com a apresentação de uma nova teoria
evolutiva, de autoria de Charles Darwin, publicada em forma
de livro, A origem das espécies. Darwin argumentou que a
transformação das espécies ocorria de um modo muito diferente daquele proposto por Buffon, Lamarck e outros evolucionistas anteriores.
(Diogo Meyer e Charbel Niño El-Hani.
Evolução: o sentido da biologia, 2005. Adaptado.)
A reorganização do campo da biologia descrito no excerto
representa, para a filosofia da ciência,
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