Os africanos não foram somente os pioneiros da meta
lurgia de ferro no Brasil. Desde muito acostumados à cata do
ouro [...] trouxeram com eles as técnicas da bateia e de es
cavação de minas. Alguns eram bons ourives, que criavam,
na África, joias de grande beleza, como as dos axantes, e
passaram a fazê-las no Brasil. [...]
Aos africanos deve-se também que se tenha produzido,
sobretudo nas grandes propriedades rurais, e ao arrepio das
proibições régias, tecidos para uso dos escravos, em teares
extremamente simples, horizontais ou verticais [...].
[...] as crianças ouviam os relatos fantásticos de diferentes nações africanas, cujos personagens e enredos se mesclavam entre si e com os ameríndios e europeus, de tal modo
que se tornava difícil separar o Curupira dos tupis do moatia dos axantes, pois ambos, do tamanho de anões, tinham os
pés virados para trás e eram os senhores dos animais selva
gens. Vindos da África, bichos-papões, jogos e brinquedos
desembarcaram no Brasil. E lembranças de desfiles de reis,
com seus enormes guarda-sóis coloridos, que reproduziram,
no Brasil, nos maracatus, congadas e reisados.
(Alberto da Costa e Silva. A África e os africanos na história e nos mitos, 2021.)
Considerando o excerto, a contribuição econômica dos
escravizados africanos para o aumento da acumulação de
capitais na metrópole portuguesa também derivou
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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