Antes da chegada dos portugueses às terras americanas,

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Ano: 2019 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2019 - UECE - Vestibular - Geografia e História 2° Fase |
Q1309793 História
Antes da chegada dos portugueses às terras americanas,
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Resposta: Alternativa D

Tema central: diversidade étnica e sociocultural dos povos indígenas nas terras que viriam a ser o Brasil antes da chegada dos europeus. É tema frequente em provas porque exige compreensão de fontes históricas, arqueológicas e etnoantropológicas e combate explicações simplistas.

Resumo teórico: Antes do contato europeu existia uma grande multiplicidade de povos e línguas — entre as principais famílias estavam Tupí‑Guaraní, Macro‑Jê, Arawak, Karib, além de outros grupos regionais. As formas de organização variavam (bandas, chefaturas, sociedades complexas) e as relações entre grupos incluíam trocas, alianças e conflitos. Fontes contemporâneas seguras: FUNAI (Povos Indígenas no Brasil) e IBGE (Censo e estudos etno‑linguísticos), assim como obras de antropologia e arqueologia. Importante: o Nheengatu é uma língua geral tupi que se desenvolveu como língua de contato, sobretudo após o contato e durante o período colonial, não sendo universal antes da chegada dos portugueses.

Por que a alternativa D está correta: ela afirma que havia uma variedade de comunidades nativas etnicamente diferentes espalhadas pelo território, o que condensa corretamente o estado do conhecimento histórico e etnográfico: pluralidade linguística e cultural, ocupações diversas e arranjos sociais regionais.

Análise das alternativas incorretas:

  • A (errada): reduz a população a “dois grupos (Tupis e Tapuias)”, simplificação imprecisa — “tapuia” era termo usado de forma genérica pelos tupis para designar não‑tupis; não define uma única etnia.
  • B (errada): afirma que se falava majoritariamente Nheengatu antes da chegada — incorreto: Nheengatu surge como língua geral no contato colonial, sendo posterior ao arranque do processo colonizador.
  • C (errada): propõe uma única sociedade pacífica e igualitária sem violência — trata‑se do mito do “bom selvagem”. Evidências mostram conflitos interétnicos e dinâmicas políticas diversas.

Dica de prova: desconfie de enunciados com termos absolutos (“uma só”, “todos”, “somente”). Procure evidências temporais (antes/depois da chegada) e saiba distinguir línguas pré‑contacto de línguas de contato (ex.: Nheengatu).

Fontes úteis: FUNAI — “Povos Indígenas no Brasil”; IBGE — estudos etno‑linguísticos e censitários; obras introdutórias de antropologia e história indígena (consultar bibliografia de cursos universitários).

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Tapuia não é etnia e sim um grupo de varias etnias resistentes a exploração

Gab D

Desde a época colonial houve interesse em conhecer os indígenas, a fim de torná-los aliados contra invasões de outros europeus.

Assim, a primeira forma para entender os indígenas foi reuni-los em grupos linguísticos ou grandes nações, das quais se destacaram:

  • Tupi - espalhavam-se por toda a costa atlântica e várias áreas do interior;
  • Jê ou Tapuia - viviam no Planalto Central brasileiro;
  • Aruak - habitavam, em grande parte, na Bacia Amazônica;
  • Karib - ocupavam o norte da Bacia Amazônica.

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