No Brasil, a migração indígena para os centros urbanos ...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Conhecimentos Específicos e Redação - Grupo II |
Q3407670 Geografia
    No Brasil, a migração indígena para os centros urbanos tem se intensificado nos últimos 30 anos implicando tanto desafios particulares para preservar a identidade étnica como a falta de emprego, de acesso à saúde, à educação, à moradia adequada e a outros direitos fundamentais. A vulnerabilidade de povos, famílias ou pessoas indígenas é reconhecida no Relatório da Organização das Nações Unidas sobre a Promoção e a Proteção dos Direitos Humanos de Migrantes no Contexto de Grandes Movimentos. A migração de indígenas para as cidades, voluntária ou forçada, em geral decorre da violação dos direitos, como nos casos em que é motivada pela expulsão dos territórios de origem, insegurança econômica, ausência ou precariedade de serviços básicos.
(Mariana W. V. de Castilho e Ela W. V de Castilho. Confluências, dezembro de 2023. Adaptado.)

Caracteriza uma consequência da realidade indígena retratada no excerto:
Alternativas

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Alternativa correta: C

Tema central: trata-se da migração indígena para centros urbanos e das consequências sociais e espaciais dessa mudança — sobretudo a precarização das condições de vida decorrente da falta de emprego, moradia e serviços públicos.

Resumo teórico (claro e progressivo): a urbanização capitalista organiza o espaço segundo lógicas de mercado, gerando desigualdades socioespaciais (segregação, habitação precária, acesso desigual a serviços). Para povos indígenas que migram às cidades, isso significa maior vulnerabilidade e reprodução da exclusão social. (Ver: Relatório ONU sobre migrantes; IBGE — Censo Demográfico.)

Por que a alternativa C é correta: o enunciado destaca desemprego, falta de saúde, educação e moradia — indicadores claros de precarização. A afirmação de C relaciona essa situação à lógica da cidade capitalista, cuja produção espacial reflete e recria desigualdades socioespaciais. Logo, C resume adequadamente a consequência apontada no texto.

Análise das alternativas incorretas:

A: mistura conceitos inadequados — "cidade do consumo" e "princípios de seguridade social" não explicam a exclusão descrita; seguridade social seria solução, não causa. Portanto, incoerente com o texto.

B: embora a perda de identidade cultural seja mencionada no enunciado, a expressão "cidade do espetáculo" e a ideia de que o espaço é apenas “restrito às premissas coloniais” tornam a alternativa imprecisa e parcial: não capta a ênfase na precariedade material.

D: termos como "direito à espoliação urbana" e "dissociado do interesse individual" são confusos e conceitualmente equivocados; não correspondem à descrição objetiva de falta de serviços e vulnerabilidade.

E: afirma a "insegurança econômica" (parcialmente verdadeira) mas conclui com uma contradição: diz que o espaço urbano é "um complexo de equidade e justiça social" — afirmativa oposta ao que o texto descreve.

Dica de prova: procure palavras-chave do enunciado (precaridade, falta de serviços, vulnerabilidade). Descarte alternativas com linguagem vaga ou contraditória; opte pela alternativa que sintetize claramente a consequência material descrita.

Fontes: Relatório ONU sobre Promoção e Proteção dos Direitos Humanos de Migrantes; IBGE — Censo Demográfico (dados sobre migração e condições de vida).

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