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Ano: 2014 Banca: VUNESP Órgão: UFSCAR Prova: VUNESP - 2014 - UFSCAR - Vestibular - Música |
Q369931 Música
Acrescentando-se sétimas às tríades diatônicas formadas sobre cada um dos graus do campo harmônico maior, apenas uma das tétrades resultantes contém uma quinta diminuta, formada entre a terça e a sétima do acorde. Esta formação se encontra sobre o
Alternativas

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Alternativa correta: D — V grau

Tema central: construção de tétrades diatônicas (acordes com sétima) no campo harmônico maior e qualificação do intervalo entre terça e sétima. É essencial conhecer como se formam acordes empilhando terças e identificar qualitativamente os intervalos (perfeita, diminuta, aumentada).

Resumo teórico progressivo:

  • Em uma escala maior (ex.: Dó maior: C D E F G A B) formam‑se acordes empilhando terças sobre cada grau.
  • Ao acrescentar a sétima ao acorde (tétrade), obtemos, no campo maior: IΔ7, ii7, iii7, IVΔ7, V7, vi7, viiø7 (meio‑diminuto).
  • O intervalo entre a terça e a sétima de cada tétrade é determinante: apenas o acorde de V7 contém a quinta diminuta (o tritono) entre sua terça e sua sétima.
  • Exemplo em C maior — acorde sobre V (G7): notas G–B–D–F. A terça é B e a sétima é F; B–F forma um intervalo de tritono (quinta diminuta).
Fonte: Kostka & Payne, "Tonal Harmony"; Walter Piston, "Harmony".

Justificativa da resposta (por que V grau): O acorde V7 em tonalidade maior é formado por: nota do grau (V), terça maior (nota 3 do acorde, que é o grau sensível na tonalidade maior) e sétima menor (a quarta acima da tonalidade). Em C: G7 → B (3ª) e F (7ª). O intervalo B–F contém 6 semitons — característica da quinta diminuta ou tritono. Esse tritono entre 3ª e 7ª é a principal tensão do acorde dominante e explica sua força de resolução para I.

Análise das alternativas incorretas:

  • A — II grau (Dm7 em C): D–F–A–C → terça = F, sétima = C → F–C = quinta perfeita (não diminuta).
  • B — III grau (Em7): E–G–B–D → G–D = quinta perfeita.
  • C — IV grau (FΔ7): F–A–C–E → A–E = quinta perfeita.
  • E — VI grau (Am7): A–C–E–G → C–G = quinta perfeita.
Em todas essas tétrades a terça e a sétima formam uma quinta perfeita, não uma quinta diminuta.

Dica de prova: ao ver “quinta diminuta entre terça e sétima”, pense imediatamente no acorde dominante 7 (V7) do campo maior — é uma memória funcional e rápida. Para evitar pegadinhas, sempre identifique a terça e a sétima do acorde construído sobre o grau pedido e verifique a qualidade do intervalo (contagem de semitons ou comparação com quinta perfeita de 7 semitons).

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