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Q3508206 Biologia
Em 2010, o Portal da Câmara dos Deputados noticiou a gameleira como a Árvore do Mês em setembro, destacando aspectos diversos da utilização dessa planta, dentre os quais: o uso das folhas e da madeira, o potencial biológico e paisagístico e, ainda, seu uso religioso. Contraditoriamente, junto ao mês comemorativo, a Câmara também informou que teve uma gameleira morta pelo método de cintamento no ano de 2004. A oportunidade foi utilizada para conscientizar que “matar árvores” sem autorização legal é crime federal. Transpondo-se do contexto da Câmara para uma situação local, a cidade de Goiânia teve uma gameleira centenária incendiada no ano de 2024. Os danos da queimadura foram extensos e condenaram a árvore a ser retirada devido ao risco de queda.

As gameleiras são angiospermas pertencentes à família botânica Moraceae, nome popular atribuído a aproximadamente mil espécies, principalmente do gênero Ficus Linnaeus. Sobre esse conjunto variado de espécies e seus diferentes potenciais de uso, verifica-se o seguinte: 
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa C

Tema central: identificação botânica e usos culturais de espécies da família Moraceae (principalmente Ficus), com ênfase em características reprodutivas e referências etnoculturais. Para resolver, é preciso reconhecer termos botânicos (sicônio, flores unissexuais) e distinguir fato científico de afirmação cultural ou imprecisa.

Resumo teórico: As gameleiras pertencem à família Moraceae, sobretudo ao gênero Ficus. O “fruto” do figo é um sicônio (ou syconium): estrutura carnosa, oca internamente, com as flores minúsculas no seu interior — flores geralmente unissexuais, o que é diagnóstico do gênero. Essas informações constam em textos de botânica e monografias sobre Ficus (ex.: Corner, estudos sobre Ficus; Flora do Brasil — JBRJ).

Justificativa da alternativa C: A alternativa descreve corretamente o sicônio (fruto carnudo, oco, com pequenas flores unissexuais internamente) — característica típica de Ficus. A referência cultural ao iorubá e ao nome Iroko remete a tradições africanas/afro-brasileiras onde árvores sagradas têm nomes e significados; a parte botânica da alternativa é o que a torna correta no contexto da questão.

Análise das alternativas incorretas:

A — mistura ritualidade com uma afirmação científica falsa: “autocombustão” não é propriedade de gameleiras; não existe base botânica para essa ideia.

B — embora madeira de algumas espécies seja usada em utensílios, a descrição de “casca espessa e dura” e a ênfase em galhos/raízes por geotropismo são imprecisas. Muitas Ficus têm casca relativamente lisa e desenvolvem raízes aéreas/buttresses, não apenas por geotropismo simples.

D — afirma que a seiva é amplamente consumida e extraída por anelamento — prática que mata a árvore (cintamento) e é ilegal. Além disso, o uso medicinal generalizado e a segurança alegada (consumo por todas as idades) não é comprovado cientificamente.

E — mistura verdade parcial (algumas Ficus são hemiepífitas/estranguladoras que começam sobre outras árvores) com conclusão equivocada e preconceituosa sobre “praga urbana” e combate a cultos — afirmações socioculturais e de manejo que não seguem análise científica.

Fontes/leituras rápidas: Flora do Brasil (Jardim Botânico do Rio de Janeiro); Corner, Ficus monographs; para legislação ambiental sobre crimes contra árvores: Lei nº 9.605/1998 (crimes ambientais).

Dica de prova: priorize termos botânicos precisos (sicônio, flores internas/unissexuais, hemiepífita) e trate com desconfiança alternativas que misturam ciência com afirmações sensacionalistas ou culturais não verificadas.

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Resposta correta: Alternativa C

Tema central: identificação botânica e usos culturais de espécies da família Moraceae (principalmente Ficus), com ênfase em características reprodutivas e referências etnoculturais. Para resolver, é preciso reconhecer termos botânicos (sicônio, flores unissexuais) e distinguir fato científico de afirmação cultural ou imprecisa.

Resumo teórico: As gameleiras pertencem à família Moraceae, sobretudo ao gênero Ficus. O “fruto” do figo é um sicônio (ou syconium): estrutura carnosa, oca internamente, com as flores minúsculas no seu interior — flores geralmente unissexuais, o que é diagnóstico do gênero. Essas informações constam em textos de botânica e monografias sobre Ficus (ex.: Corner, estudos sobre Ficus; Flora do Brasil — JBRJ).

Justificativa da alternativa C: A alternativa descreve corretamente o sicônio (fruto carnudo, oco, com pequenas flores unissexuais internamente) — característica típica de Ficus. A referência cultural ao iorubá e ao nome Iroko remete a tradições africanas/afro-brasileiras onde árvores sagradas têm nomes e significados; a parte botânica da alternativa é o que a torna correta no contexto da questão.

Análise das alternativas incorretas:

A — mistura ritualidade com uma afirmação científica falsa: “autocombustão” não é propriedade de gameleiras; não existe base botânica para essa ideia.

B — embora madeira de algumas espécies seja usada em utensílios, a descrição de “casca espessa e dura” e a ênfase em galhos/raízes por geotropismo são imprecisas. Muitas Ficus têm casca relativamente lisa e desenvolvem raízes aéreas/buttresses, não apenas por geotropismo simples.

D — afirma que a seiva é amplamente consumida e extraída por anelamento — prática que mata a árvore (cintamento) e é ilegal. Além disso, o uso medicinal generalizado e a segurança alegada (consumo por todas as idades) não é comprovado cientificamente.

E — mistura verdade parcial (algumas Ficus são hemiepífitas/estranguladoras que começam sobre outras árvores) com conclusão equivocada e preconceituosa sobre “praga urbana” e combate a cultos — afirmações socioculturais e de manejo que não seguem análise científica.

Fontes/leituras rápidas: Flora do Brasil (Jardim Botânico do Rio de Janeiro); Corner, Ficus monographs; para legislação ambiental sobre crimes contra árvores: Lei nº 9.605/1998 (crimes ambientais).

Dica de prova: priorize termos botânicos precisos (sicônio, flores internas/unissexuais, hemiepífita) e trate com desconfiança alternativas que misturam ciência com afirmações sensacionalistas ou culturais não verificadas.

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