No poema, o eu lírico declara que;

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Ano: 2013 Banca: VUNESP Órgão: Faculdade Cultura Inglesa Prova: VUNESP - 2013 - Faculdade Cultura Inglesa - Vestibular - Prova 01 |
Q359195 Português

Metamorfose

Repara: – a imóvel crisálida
Já se agitou inquieta,
Cedo, rasgando a mortalha,
Ressurgirá borboleta.
Que misteriosa influência
A metamorfose opera!
Um raio de Sol, um sopro
Ao passar, a vida gera.
Assim minh’alma, inda ontem
Crisálida entorpecida,
Já hoje treme, e amanhã
Voará cheia de vida.
Tu olhaste – e do letargo
Mago influxo me desperta;
Surjo ao amor, surjo à vida,
À luz de uma aurora incerta.


(www.dominiopublico.gov.br)


No poema, o eu lírico declara que;
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a analogia entre a metamorfose da crisálida e o despertar amoroso do eu lírico, explicitada no trecho: “Assim minh’alma, inda ontem / Crisálida entorpecida, / Já hoje treme, e amanhã / Voará cheia de vida. / Tu olhaste – e do letargo / Mago influxo me desperta; / Surjo ao amor, surjo à vida,”. A leitura deve seguir essa metáfora textual: a mudança não é abstrata nem apenas literal, mas vinculada ao olhar do ser amado, que desencadeia o novo მდგომარეობo afetivo.

Tema central: metamorfose amorosa
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa introduz ideias que o poema não afirma: que a borboleta é gerada para ter vida de alegria e que isso se opõe ao destino de pessoas que amam. O texto fala em despertar para a vida e para o amor, não formula uma tese geral sobre alegria da borboleta nem contrapõe amor e alegria. É extrapolação interpretativa sem apoio textual.
B
Errada
Está errada porque atribui ao eu lírico uma dúvida inexistente no poema. Não há questionamento sobre se vale a pena amar; ao contrário, os versos finais mostram que o despertar amoroso já aconteceu: “me desperta” e “Surjo ao amor, surjo à vida,”. A expressão “aurora incerta” sugere apenas um começo ainda indefinido, não hesitação sobre viver o amor.
C
Errada
O erro está na causa da transformação. A alternativa diz que a mudança decorre de “devaneios mais íntimos”, mas o poema explicita outra origem: “Tu olhaste – e do letargo / Mago influxo me desperta;”. A experiência é interior, mas sua causa textual está no olhar do outro, não em devaneio autônomo do eu lírico.
D
Certa
A alternativa D está correta porque traduz a metáfora central do poema: o eu lírico se apresenta como “Crisálida entorpecida” e afirma que, após o olhar do ser amado, “Surjo ao amor, surjo à vida,”. Assim, a transformação figurada de crisálida em borboleta corresponde ao despertar amoroso e vital do eu lírico.
E
Errada
A alternativa desloca o foco temático para ideias ausentes no texto: “sonho de quem ama” e “cultivar a beleza”. O poema não trata disso; usa a metamorfose como imagem do renascimento amoroso. Atribuir esse sentido à borboleta amplia indevidamente o que a alternativa diz sem respaldo verbal no poema.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ler a metamorfose apenas no plano literal da crisálida e perceber que ela é aplicada metaforicamente à alma do eu lírico, cuja transformação é causada pelo olhar do ser amado, e não por dúvida, beleza ou devaneio interno.
Dica para questões semelhantes
  • Localize o trecho em que o próprio texto explicita a comparação figurada; aqui, a alma é nomeada como “Crisálida entorpecida”.
  • Verifique quem provoca a mudança no poema; o marcador causal “Tu olhaste” impede atribuir a transformação a processo puramente interno.
  • Não troque o sentido central do texto por associações simbólicas comuns, como borboleta = beleza ou alegria, se isso não estiver verbalizado.
  • Quando surgir expressão de incerteza, confira se ela atinge o núcleo da afirmação do texto ou apenas o futuro do estado iniciado.

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A descoberta do amor é colocada no verso Surjo ao amor, surjo à vida. Assim, é nítida a colocação da transformação da crisálida em borboleta em comparação à descoberta do amor.

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