O Governo de Juscelino Kubitschek está inserido entre dois g...
Gabarito comentado
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Resposta correta: Alternativa A
Tema central: estabilidade política do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961) diante de pressões militares e crises republicanas. É preciso relacionar ações institucionais, econômicas e políticas de JK que reduziram riscos de intervenção e consolidaram apoio.
Resumo teórico: A estabilidade política depende de três vetores: controle ou neutralização das forças armadas, crescimento econômico sustentável que gere emprego e coesão social, e construção de uma base parlamentar. O governo JK aplicou um modelo desenvolvimentista (Plano de Metas) que atraiu capital estrangeiro e incentivou a indústria — especialmente a automobilística — além de obras públicas que geraram emprego. Politicamente, buscou conciliação com setores militares (nomeando líderes de prestígio) e buscou apoios no Congresso.
Fontes relevantes: documentos do Plano de Metas (governo JK), obras de referência como Boris Fausto, História do Brasil, e Thomas Skidmore, Brasil: de Getúlio a Castelo. Esses textos analisam o desenvolvimento econômico e as relações civis-militares na década de 1950.
Por que a alternativa A está correta: reúne medidas concretas e documentadas que favoreceram estabilidade: - nomeação de Marechal Lott (figura respeitada entre oficiais leais à ordem republicana), contribuindo para coibir conspirações militares; - obras públicas e geração de empregos (hidrelétricas, rodovias, construção de Brasília) reduziram tensões sociais; - atração de capital estrangeiro e investimento na indústria automobilística foi pilar do Plano de Metas; - governo dinâmico e planejador deu credibilidade à administração; - base de apoio no Congresso (alianças com PSD, apoio parlamentar) permitiu governabilidade sem rupturas.
Análise das alternativas incorretas:
B: mistura elementos verdadeiros (Brasília como meta-síntese) com imprecisões: o "Plano Trienal" não é atributo central de JK e a afirmação sobre João Goulart atuando como interlocutor com sindicatos refere-se mais ao período posterior/ao próprio Jango; é imprecisa como explicação da estabilidade de JK.
C: menciona reforma agrária — que não foi efetiva nem central no governo JK — e exagera a conquista de maioria no Congresso via “partidos satélites”; a coalizão era mais complexa.
D: mistura itens irrelevantes ou falsos (bossa nova e exportação cultural não são fatores de estabilidade institucional; "prisão de militares conspiradores" não descreve a política de JK).
E: contém erros factuais: JK não rompeu com o FMI; SUDENE e SALTE pertencem a outros contextos; a Escola Superior de Guerra já existia antes e a combinação apresentada é anacrônica/incorreta.
Dica de interpretação para provas: busque medidas com impacto institucional e econômico comprovado, verifique cronologia e evite alternativas que misturam fatos corretos com afirmações imprecisas ou anacrônicas.
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