As plantas viam o jardineiro como as plantas vêem. Não se...
Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.
Seguiam‑no com o seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam‑se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.
Djaimilia Pereira de Almeida. A visão das plantas.
Considerando o trecho citado, depreende-se que o “olhar sem julgamento”