As plantas viam o jardineiro como as plantas vêem. Não se...
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Ano: 2025
Banca:
FUVEST
Órgão:
FUVEST
Prova:
FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946339
Português
As plantas viam o jardineiro como as plantas vêem. Não se
sentiam agradecidas. Tratavam o seu regador à semelhança
da chuva que caía sobre elas nas noites de Outono.
Florescerem não era o seu meio de meterem conversa com o
jardineiro, mas uma forma de acentuarem a sua indiferença à
declaração de amor que ele cultivava a cada hora.
Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.
Seguiam‑no com o seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam‑se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.
Djaimilia Pereira de Almeida. A visão das plantas.
Considerando o trecho citado, depreende-se que o “olhar sem julgamento”
Tanto lhes fazia serem cuidadas por um assassino, se eram sujas as mãos que as amparavam ou o que viera antes do amor que ele lhes dedicava.
Seguiam‑no com o seu olhar sem julgamento, alheias a que, todas as manhãs, Celestino acordava por elas. Vigiavam os seus passos, pressentiam a sua presença, alegravam‑se de o ver, conheciam as suas rotinas. Sem que por um instante lhe sentissem a falta, ou se afligissem com as suas ausências ocasionais.
Djaimilia Pereira de Almeida. A visão das plantas.
Considerando o trecho citado, depreende-se que o “olhar sem julgamento”