Quem viajou de avião já ouviu o famoso aviso: “Em caso de
despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão
automaticamente acima do seu assento. Puxe uma das
máscaras, coloque-a sobre o nariz e a boca e respire
normalmente (...)”. Porém, ao invés de aviões conterem
cilindros de oxigênio que alimentam as máscaras, esse gás é
gerado por meio de uma reação química. No compartimento
sobre cada passageiro encontra-se um reservatório contendo
um sal como o clorato de sódio (NaCl,O3) que, ao se
decompor, produz oxigênio (O2), cloreto de sódio (NaCl,) e
calor. O clorato de sódio é estável em temperatura ambiente,
e sua decomposição só se inicia quando o passageiro puxa a
máscara, o que dispara um gatilho que gera calor suficiente
para iniciar a reação que, então, se mantém autossuficiente
até consumo total do reagente.
A massa de clorato de sódio consumida na reação deve ser
suficiente para gerar, no mínimo, 15 minutos de oxigênio,
permitindo que a aeronave baixe sua altitude, restabelecendo
a pressão da cabine. Calcule a massa de clorato de sódio
mínima, em gramas, que deve ser utilizada por reservatório,
para gerar oxigênio suficiente por 15 minutos, considerando
que a taxa de respiração média de oxigênio de um adulto é
de 1,2 L/min ao nível do mar a 20 °C.