A OMS, e não uma associação trans-gay-lésbica-anarcofeminista, afirma hoje que “o gênero tipicamente descrito como masculino e feminino é uma construção social que varia segundo as culturas e épocas”. A partir desse princípio, a OMS reconhece a dimensão arbitrária e inatural da taxonomia binária com a qual as instituições sociais e políticas trabalham no Ocidente e abre a porta para uma revisão mais profunda do paradigma da diferença sexual. Nos próximos anos, deveremos elaborar coletivamente uma epistemologia capaz de dar conta da multiplicidade radical dos seres vivos, que não reduza o corpo à sua força reprodutiva heterossexual, que não legitime a violência heteropatriarcal e colonial. Quando falo de uma nova epistemologia me refiro também a um processo de ampliação radical do horizonte democrático para reconhecer como sujeito político todo corpo vivo sem que a designação sexual ou de gênero seja a condição desse reconhecimento social e político (84). (Adaptado de PRECIADO, P. Eu sou o monstro que vos fala. Zahar Editora, p. 78-84, 2022.)
Considerando o texto assinale a alternativa correta.
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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