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Ano: 2015 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2015 - UEG - Processo Seletivo UEG |
Q1784111 História
Leia o texto a seguir.
Amanheces formoso no horizonte celeste, Tu, vivente Aton, princípio da vida! Quando surgiste no horizonte do oriente Inundaste toda a terra com tua beleza. [...] Ó Deus único, nenhum outro se te iguala! Tu próprio criaste o mundo de acordo com tua vontade, Enquanto ainda estavas só.
HINO A ATON. In: PINSKI, Jaime. 100 textos de História Antiga. São Paulo: Contexto, 2009. p. 56-57.
O faraó Amenófis IV (1377-1358 a. C.), como parte de uma estratégia política que visava diminuir o poder da classe sacerdotal egípcia, realizou uma reforma religiosa que teve como principal tópico a
Alternativas

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Alternativa correta: D

Resumo do tema: A questão trata da reforma religiosa do faraó Amenófis IV (Akhenaton) — o chamado período de Amarna — em que o culto tradicional egípcio foi substituído por uma forma de monoteísmo centrada no disco solar Aton. Esse movimento visava enfraquecer os poderosos sacerdotes de Amon e concentrar autoridade religiosa e política no rei.

Fundamento teórico conciso: Akhenaton promoveu o culto exclusivo ao Aton, transferiu a capital para Akhetaton (a atual Amarna) e limitou ou proibiu práticas dos outros cultos oficiais, reduzindo a influência do clero de Amon. O “Hino a Aton” (trechos apresentados no enunciado) ilustra a ênfase em um deus único e criador.

Justificativa da alternativa D: D está correta porque descreve exatamente a medida central da reforma: a instauração de um culto oficial monoteísta ao Aton, com proibição ou desestimulo às demais deidades do panteão, visando diminuir o poder sacerdotal. Fontes: Encyclopaedia Britannica — verbete “Akhenaten”; Erik Hornung, “Conceptions of God in Ancient Egypt”.

Análise das alternativas incorretas:

A: Errada — não há evidência histórica confiável de adoção do Deus dos hebreus pelo faraó; a reforma foi interna ao politeísmo egípcio, centrada no Aton.

B: Parcialmente enganosa — embora o rei fosse figura divina na ideologia egípcia e Akhenaton reforçasse sua ligação com o Aton, a reforma estabeleceu o Aton como deus único, não que o próprio faraó fosse declarado o único deus do povo.

C: Errada — a reforma não consistiu em impor deuses estrangeiros; foi uma radical reconfiguração do culto egípcio tradicional, valorizando um único deus solar autóctone (Aton).

Estratégia de prova: Procure palavras-chave: “diminuir o poder da classe sacerdotal” e o trecho do hino que exalta um único deus. Isso indica monoteísmo oficial (Atonismo). Desconfie de alternativas que misturam fatos plausíveis com imprecisões (pegadinhas como B).

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gab, D

O Amenófis IV introduziu o monoteísmo com adoração ao deus Áton. Com a morte do faraó Amenófis IV, o faraó Tutancâmon reestabeleceu novamente o politeísmo.

Embora o faraó fosse tradicionalmente considerado uma figura divina ou semi-divina no Egito, sua reforma religiosa foi centrada em Aton, e não em si mesmo. Akhenaton posicionou-se como o intermediário entre Aton e o povo, mas não afirmou ser o próprio deus único. Assim, sua reforma não propunha o culto à sua pessoa como divindade, mas ao deus Aton.

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