Na economia globalizada, ocorre uma maior circulação de pes...
Sobre a situação brasileira quanto a esses sistemas, analise as afirmações a seguir.
I Ao longo da segunda metade do século XX, o Estado brasileiro investiu em sistemas de engenharia capazes de criar as condições de circulação indispensáveis à sua integração ao comércio internacional.
II As deficiências da infraestrutura de transportes oneram as exportações de commodities agrícolas, porque causam um gargalo logístico que dificulta o escoamento da produção.
III Na primeira década do século XXI, o Estado brasileiro instalou sistemas de transportes articulados com o objetivo de aumentar a polarização da Região Concentrada.
Está correto o que se afirma em
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Alternativa correta: D — I e II, apenas.
Tema central: infraestrutura de transportes e logística na economia globalizada. É preciso entender como o Estado e o setor privado atuam na criação de vias, portos e ferrovias, e como falhas na infraestrutura aumentam custos de exportação (o chamado “gargalo logístico”).
Resumo teórico: em Geografia Econômica, infraestrutura de transporte é condicionante da competitividade: reduz tempo e custo de circulação de mercadorias e pessoas, integra mercados e determina fluxos regionais. Na globalização, portos, ferrovias, rodovias e terminais logísticos conectam produtores (ex.: interior agrícola) a mercados externos. Fontes úteis: PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes, 2011), dados do IBGE e relatórios da ANTT.
Por que I é verdadeira: na segunda metade do século XX o Estado brasileiro promoveu grandes obras (rodovias como a BR‑116, modernização de portos, expansão ferroviária em fases) buscando a inserção do país no comércio internacional e a integração territorial. Projetos estatais e investimentos públicos foram centrais para criar as condições de circulação necessárias à exportação.
Por que II é verdadeira: deficiências em rodovias, ferrovias incompletas e problemas portuários elevam custos e tempo de transporte, criando gargalos que encarecem o escoamento de commodities agrícolas (soja, milho, café). Estudos do PNLT e análises do setor agropecuário mostram impacto direto desses custos sobre a competitividade das exportações — é o chamado “Custo Brasil” logístico.
Por que III é falsa: a afirmação generaliza e erra o objetivo. Na primeira década do século XXI houve programas e investimentos (alguns públicos, muitos por parcerias) destinados sobretudo a ampliar a integração territorial e a eficiência logística, não a deliberate aumentar a polarização da “Região Concentrada”. Além disso, a expressão “instalou sistemas de transportes articulados com o objetivo de aumentar a polarização” interpreta mal a intenção (o objetivo foi reduzir custos e integrar, não acentuar concentração regional).
Análise das demais alternativas:
A (I apenas) — incorreta porque II também é verdadeira;
B (III apenas) — incorreta porque III é falsa;
C (I, II e III) — incorreta por conter III;
E (II apenas) — incorreta porque I também é verdadeira.
Dica de prova: foco em palavras-chave (como “objetivo”, “polarização”, “instalou”) e em sequência histórica (períodos e políticas). Questões de Geografia Econômica costumam testar se você distingue intenção estatal (integrar/competir) de efeitos espaciais (polarização decorrente ou não).
Fontes recomendadas: Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT, 2011), dados e estudos da ANTT e IBGE sobre infraestrutura e custos logísticos.
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Comentários
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III- errada
Desde finais da década de 1970, alguns autores já apresentavam a hipótese de reversão da polarização no Brasil, tal como formulado pelos modelos aplicados nos países desenvolvidos. Diante das recorrentes controvérsias sobre o tema, que resultaram na difusão de expressões como “reversão da polarização”, “desconcentração concentrada”, “desenvolvimento poligonal”, dentre outras, esse trabalho tem como objetivo principal avaliar a atual magnitude da dispersão espacial da população na Região de Influência de São Paulo, conforme recorte proposto pelo IBGE.
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