Anualmente, o Ministério da Saúde lança uma campanha ...
As cepas de vírus circulantes diferem de um ano para outro, desta forma, mesmo quem já foi vacinado deve se vacinar novamente.
A explicação biológica para essas diferenças entre vírus é baseada na
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Resposta correta: A - Teoria de evolução.
Por que este é o tema central? A frase-chave do enunciado — “as cepas de vírus circulantes diferem de um ano para outro” — aponta para mudanças nas características dos vírus ao longo do tempo. Esse é um fenômeno explicável pela evolução: mutações e seleção alteram as populações virais, exigindo atualização anual da vacina (deriva e salto antigênico no vírus da gripe).
Resumo teórico sucinto: Vírus de RNA, como os influenza, têm alta taxa de mutação. Pequenas mudanças contínuas (deriva antigênica) ou rearranjos maiores entre segmentos genômicos (salto antigênico) modificam os antígenos da superfície, tornando mais eficiente a seleção de variantes que escapam da imunidade prévia. Esse processo é explicado pela Teoria da Evolução (seleção natural, variação genética) — fundamentos em Darwin e em biologia molecular moderna (Futuyma; Alberts).
Fontes/conceitos úteis: Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde — recomendações de formulação vacinal anual baseadas na vigilância das cepas; livros-texto de evolução e biologia molecular (p.ex. Futuyma; Alberts).
Análise das alternativas incorretas:
- B - Teoria celular: trata da unidade estrutural e funcional dos seres vivos (células), não explica mudanças genéticas em populações virais ao longo do tempo.
- C - Teoria da biogênese: afirma que seres vivos vêm de outros seres vivos, refuta a geração espontânea; não aborda variação e seleção entre cepas virais.
- D - Teoria endossimbiótica: explica origem de organelas eucariotas (mitocôndrias/cloroplastos) por simbiose antiga; irrelevante para mutação e substituição de cepas virais.
Dica de prova: Busque palavras-chave que indiquem variação temporal ou mudança genética (“diferem de um ano para outro”, “escapam à imunidade”) — isso normalmente aponta para evolução/seleção.
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A teoria endossimbiótica foi proposta por Lynn Margulis, em 1981, e admite que algumas organelas (mitocôndrias e cloroplastos) existentes nas células eucarióticas surgiram graças a uma associação simbiótica. Acredita-se que mitocôndrias e cloroplastos são descendentes de organismos procariontes autotróficos que foram capturados e adotados por alguma célula, vivendo, assim, em simbiose.
A partir dessa teoria, podemos considerar que os ancestrais das mitocôndrias e cloroplastos eram organismos endossimbiontes, ou seja, organismos que vivem dentro de outro organismo. Possivelmente, a célula hospedeira era uma espécie de fagócito heterotrófico capaz de englobar partículas.
Após englobar a célula procariótica autotrófica, ela permaneceu mantida no citoplasma da célula hospedeira sem que houvesse degradação. Os dois organismos, então, começaram a viver em simbiose e, posteriormente, ficaram incapacitados de viver isoladamente. O procarionte provavelmente beneficiou a célula hospedeira com o processo de respiração (mitocôndria) e fotossíntese (cloroplasto), e a célula hospedeira fornecia proteção e nutrientes.
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