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Q3882382 História

De acordo com Guimarães & Brito (2013, p. 200), “em Minas Gerais a elite escravista congregava fazendeiros, mineradores, agricultores, comerciantes ou ainda proprietários dedicados a outras diferentes atividades. Predominava a pequena e média propriedade de escravos. Por outro lado, o fato de alguém ser proprietário de escravos não era suficiente para identificá-lo com clareza na estrutura social. Um escravista poderia ser um nobre, um indivíduo livre no meio urbano, um forro, um camponês, e até mesmo um escravo. Este último caso constituía a exceção, e não a regra geral.”


GUIMARÃES, Carlos Magno & BRITO, Patrícia Carolina L. de. “Escravismo e rebeldia na Província”. In: RESENDE, Maria Efigênia Lage & VILLALTA, Luiz Carlos. História de Minas Gerais: a Província de Minas. Belo Horizonte: Autêntica, 2013, p. 200.


Ao longo da história do Brasil e de Minas Gerais no século XIX, o escravismo foi uma instituição

Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O enunciado evidencia que a posse de escravos atravessava diferentes posições sociais em Minas Gerais, mostrando o escravismo como instituição central da ordem social; por isso, a alternativa correta é a que o define como base da mão de obra e das relações hierárquicas.

Tema central: função social do escravismo
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque atribui ao escravismo combate à desigualdade. Isso contradiz a natureza da instituição, fundada em exploração, coerção e hierarquização social.
B
Certa
A alternativa B está certa porque identifica corretamente o escravismo como instituição estruturante da sociedade oitocentista. O enunciado sustenta essa leitura ao mostrar a capilaridade da posse de escravos em vários grupos sociais, o que revela seu papel na organização hierárquica.
C
Errada
Está errada porque transforma o escravismo em causa absoluta do atraso econômico e afirma que ele impediu a entrada de imigrantes e de máquinas industriais. Essa relação causal totalizante não é sustentada historicamente.
D
Errada
Está errada por contradição histórica e anacronismo. O sistema escravista dependeu do tráfico por longo período, de modo que não faz sentido dizer que ele o impedia ou promovia sua retração; além disso, a referência a salário mínimo é alheia ao contexto do escravismo no século XIX.
E
Errada
Está errada porque associa o escravismo à difusão da escola e da alfabetização das camadas populares, efeito que não corresponde ao funcionamento estrutural da escravidão no Brasil.
Pegadinha da questão
A confusão explorada era trocar a ideia de escravismo como instituição estruturante por efeitos supostamente positivos ou modernizadores, além de aceitar formulações anacrônicas.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado mostra que uma instituição atravessa vários grupos sociais, isso indica função estruturante, não efeito pontual.
  • Em questões históricas, elimine alternativas que atribuem ao fenômeno efeitos positivos incompatíveis com sua natureza institucional.
  • Desconfie de nexos causais absolutos, como 'impediu' ou 'foi decisiva', quando a base não sustenta exclusividade.
  • Verifique anacronismos institucionais antes de marcar a alternativa, como conceitos deslocados para outro contexto histórico.

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