Constantino é considerado por inúmeros historiadores o últi...

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Ano: 2010 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2010 - UECE - Vestibular - Geografia e História - 2ª fase |
Q1308400 História
Constantino é considerado por inúmeros historiadores o último grande imperador romano, ascendeu ao poder após derrotar seu rival Maxêncio na batalha da Ponte Milvio em Roma (312) e a sua atuação política influenciou de modo determinante a história sucessiva.
Sobre as ações políticas de Constantino é correto afirmar
Alternativas

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Resposta correta: Alternativa D

Tema central: ações políticas de Constantino (séc. IV) — especialmente suas reformas militares e a política religiosa que mudou o status dos cristãos no Império Romano. Conhecimentos-chave: Edito de Milão (313), reforma militar tardia-imperial (comitatenses vs. limitanei) e a diferença entre “tolerância” e “religião oficial”.

Resumo teórico: Constantino, após 312, promoveu reformas administrativas e militares que reforçaram o poder imperial — entre elas a criação de forças móveis (exército de campo/comitatenses) e a reorganização das tropas nas fronteiras (limitanei). No campo religioso, promulgou com Licínio o Edicto de Milão (313), que garantiu liberdade de culto aos cristãos (e a outras religiões), pondo fim às perseguições oficiais. Posteriormente apoiou a Igreja (doações, privilégios fiscais, papel público) e convocou o Concílio de Niceia (325). Porém, a transformação do Cristianismo em religião oficial só ocorreu com Teodósio I (Edito de Tessalônica, 380).

Fontes relevantes: Edito de Milão (313); Concílio de Niceia (325); obras contemporâneas: Eusebio, Vida de Constantino; Lactâncio, De Mortibus Persecutorum. Para síntese moderna: obras de história do Império Romano tardio (ex.: documentos e manuais de história antiga).

Por que a alternativa D está correta: afirma que Constantino “reorganizou o exército” — compatível com as reformas militares do período — e que “concedeu aos cristãos liberdade de culto” — é exatamente o efeito do Edito de Milão (313). A combinação reflete com precisão as duas frentes principais da atuação política de Constantino.

Análise das alternativas incorretas:

A — “aumentou o exército e tornou o Cristianismo a religião oficial do Estado”: parcialmente enganosa. Embora tenha fortalecido e reorganizado as forças, ele não tornou o cristianismo religião oficial; isso ocorreu apenas em 380 com Teodósio I.

B — “se auto proclamou imperador absoluto e papa, presenteou o exército com ricas doações”: incorreta e anacrônica. Constantino foi imperador, não “papa” (título e função separados). Doações ao exército ocorreram, mas a afirmação mistura conceitos e exagera a ideia de autoproclamação como papa.

C — “dividiu o exército com um número maior de legiões e concedeu à Igreja cristã muitos poderes”: imprecisa. A reforma foi estrutural (uso de tropas móveis e defesa de fronteira), não simplesmente “aumentar o número de legiões”. Quanto aos poderes da Igreja, houve privilégios, mas o enunciado é vago e pode induzir erro ao confundir privilégio com autoridade estatal plena.

Dica de prova (estratégia): cuidado com expressões absolutas (“tornou X oficial”, “se auto proclamou papa”). Verifique datas-chave (313 — Edito de Milão; 325 — Niceia; 380 — Teodósio) e diferencie tolerância/apoio de confessionalismo estatal.

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