Constantino é considerado por inúmeros historiadores o últi...
Sobre as ações políticas de Constantino é correto afirmar
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Resposta correta: Alternativa D
Tema central: ações políticas de Constantino (séc. IV) — especialmente suas reformas militares e a política religiosa que mudou o status dos cristãos no Império Romano. Conhecimentos-chave: Edito de Milão (313), reforma militar tardia-imperial (comitatenses vs. limitanei) e a diferença entre “tolerância” e “religião oficial”.
Resumo teórico: Constantino, após 312, promoveu reformas administrativas e militares que reforçaram o poder imperial — entre elas a criação de forças móveis (exército de campo/comitatenses) e a reorganização das tropas nas fronteiras (limitanei). No campo religioso, promulgou com Licínio o Edicto de Milão (313), que garantiu liberdade de culto aos cristãos (e a outras religiões), pondo fim às perseguições oficiais. Posteriormente apoiou a Igreja (doações, privilégios fiscais, papel público) e convocou o Concílio de Niceia (325). Porém, a transformação do Cristianismo em religião oficial só ocorreu com Teodósio I (Edito de Tessalônica, 380).
Fontes relevantes: Edito de Milão (313); Concílio de Niceia (325); obras contemporâneas: Eusebio, Vida de Constantino; Lactâncio, De Mortibus Persecutorum. Para síntese moderna: obras de história do Império Romano tardio (ex.: documentos e manuais de história antiga).
Por que a alternativa D está correta: afirma que Constantino “reorganizou o exército” — compatível com as reformas militares do período — e que “concedeu aos cristãos liberdade de culto” — é exatamente o efeito do Edito de Milão (313). A combinação reflete com precisão as duas frentes principais da atuação política de Constantino.
Análise das alternativas incorretas:
A — “aumentou o exército e tornou o Cristianismo a religião oficial do Estado”: parcialmente enganosa. Embora tenha fortalecido e reorganizado as forças, ele não tornou o cristianismo religião oficial; isso ocorreu apenas em 380 com Teodósio I.
B — “se auto proclamou imperador absoluto e papa, presenteou o exército com ricas doações”: incorreta e anacrônica. Constantino foi imperador, não “papa” (título e função separados). Doações ao exército ocorreram, mas a afirmação mistura conceitos e exagera a ideia de autoproclamação como papa.
C — “dividiu o exército com um número maior de legiões e concedeu à Igreja cristã muitos poderes”: imprecisa. A reforma foi estrutural (uso de tropas móveis e defesa de fronteira), não simplesmente “aumentar o número de legiões”. Quanto aos poderes da Igreja, houve privilégios, mas o enunciado é vago e pode induzir erro ao confundir privilégio com autoridade estatal plena.
Dica de prova (estratégia): cuidado com expressões absolutas (“tornou X oficial”, “se auto proclamou papa”). Verifique datas-chave (313 — Edito de Milão; 325 — Niceia; 380 — Teodósio) e diferencie tolerância/apoio de confessionalismo estatal.
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