Analisando a rede urbana brasileira e o estudo das Regiões ...

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Ano: 2010 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2010 - UECE - Vestibular - Geografia e História - 2ª fase |
Q1308389 Geografia
Analisando a rede urbana brasileira e o estudo das Regiões de Influência das Cidades - 2007 do IBGE, pode-se concluir que, atualmente, no Brasil, existem 12 grandes redes de influência de primeiro nível, que interligam até mesmo municípios em estados diferentes, superando inclusive os limites da divisão territorial oficial. O mesmo estudo classifica a hierarquia das cidades em cinco grandes níveis, levando em conta a classificação dos centros de gestão do território, a intensidade de relacionamentos e a dimensão da região de influência de cada centro, bem como as diferenciações regionais.

Sobre a rede urbana brasileira, a hierarquia das cidades e sua problemática é INCORRETO afirmar que
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema e relevância: Trata-se da rede urbana brasileira e da hierarquia urbana segundo o estudo REGIC/IBGE (2007). Compreender essa classificação é essencial em concursos porque permite diferenciar papéis e escalas de influência das cidades (metrópoles, capitais regionais, centros sub-regionais etc.) e interpretar afirmações sobre dinâmica urbana e polarização.

Resumo teórico (sintético): O IBGE (REGIC 2007) organiza as cidades em cinco níveis hierárquicos, destacando cerca de 12 centros de primeiro nível (as metrópoles/nucleos maiores) que interligam amplas áreas, muitas vezes ultrapassando limites estaduais. A hierarquia considera capacidade de gestão, intensidade das relações e extensão da região de influência. Fonte: IBGE – Regiões de Influência das Cidades (REGIC 2007).

Por que a alternativa D é a INCORRETA?

- A opção usa o termo “metrópole regional” de forma equivocada: o REGIC distingue metrópoles (centros de maior influência) e capitais regionais; não é correto rotular Belém, São Paulo e Salvador da mesma forma.

- São Paulo é uma metrópole de escala nacional/internacional; Belém e Salvador são capitais importantes na respectiva região, mas não possuem a mesma capacidade industrial e nível de infraestrutura que São Paulo.

- A afirmação de que essas cidades concentram “infra-estrutura altamente eficiente” e elevado desenvolvimento industrial é generalizadora e falsa: muitas cidades-polo sofrem limitações e desigualdades internas. Portanto, a descrição é imprecisa e exagera sem respaldo na classificação do IBGE.

Análise das demais alternativas (por que são corretas):

A – Correta: os ~12 centros de primeiro nível (metrópoles) possuem ampla área de influência e fortes relações intermunicipais e interestaduais, justificando sua classificação de topo na hierarquia.

B – Correta: as capitais regionais têm influência regional e capacidade de gestão inferior às metrópoles; incluem algumas capitais estaduais que não alcançaram o nível de metrópole.

C – Correta: as metrópoles concentram contraste socioeconômico (riqueza x pobreza), expressão típica das grandes áreas urbanas e reconhecida em estudos urbanos e no próprio diagnóstico do IBGE.

Dica de prova: Procure palavras absolutas (sempre, todo, imensa, altamente eficiente) e termos mal definidos. Relacione o enunciado ao conceito formal do IBGE (REGIC) para verificar consistência.

Fonte principal recomendada: IBGE – Regiões de Influência das Cidades (REGIC) 2007.

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