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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509414 Ciências
Em uma demonstração, um ímã de neodímio é colocado dentro de um cilindro plástico. Desconsiderando a resistência do ar, nota-se que a queda do ímã se dá de acordo com a influência da gravidade, perfazendo um movimento retilíneo uniformemente variado. Repetindo-se o experimento e substituindo-se o cilindro plástico por um cilindro de cobre, percebe-se que o ímã agora cai lentamente. Esse fenômeno pode ser explicado pela eletrodinâmica, uma vez que o campo magnético produzido pelo ímã caindo produz correntes elétricas no cobre e, por sua vez, essas correntes elétricas geram campos magnéticos opostos ao campo original. Essa diferença no comportamento do ímã em cada um dos tubos é explicada pelas leis
Alternativas

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Tema central: O fenômeno físico abordado é indução eletromagnética, relacionado ao movimento do ímã no interior de tubos de diferentes materiais, resultando na geração de correntes induzidas em materiais condutores devido à variação de campo magnético.

Entendimento do fenômeno: Quando o ímã desce dentro do cilindro de plástico, que é isolante, nenhum efeito elétrico adicional é observado; o ímã apenas cai acelerando sob ação da gravidade (MRUV). Já no cilindro de cobre, um condutor, a variação do campo magnético do ímã em movimento gera correntes de Foucault no cobre. Essas correntes induzidas, de acordo com a Lei de Faraday, criam campos magnéticos que se opõem à mudança — segundo a Lei de Lenz — e acabam “freando” a queda do ímã.

Por que a alternativa B está correta?

Lei de Faraday: Sempre que ocorre uma variação do fluxo magnético através de um condutor, é induzida uma corrente elétrica.

Lei de Lenz: Estabelece que a corrente induzida sempre cria um campo magnético para se opor à causa que a gerou. No caso, a descida do ímã induz uma corrente que tenta frear sua queda.

Essas duas leis explicam perfeitamente por que, ao trocar o tubo de plástico por um de cobre, o ímã cai mais lentamente.

Análise das alternativas incorretas:

A) Leis de Kepler e Gravitação de Newton: Relacionam-se a movimentos planetários e à força gravitacional, não explicam fenômenos eletromagnéticos.

C) Leis de Ohm e Gauss: Ohm trata de resistências e correntes em circuitos; Gauss lida com fluxos de campo. Não abordam indução de correntes por variação de campo magnético.

D) Ampère e Biot-Savart: Explicam geração de campos magnéticos por correntes elétricas que já existem, e não por indução devido à variação de campo.

E) Ampère e Gravitação de Newton: Mistura efeitos magnéticos de correntes com a força gravitacional, ambos irrelevantes ao fenômeno observado.

Estratégias de prova e interpretação:

Observe palavras-chave como “campo magnético”, “condutor”, “variação”, “corrente induzida”, que sinalizam indução eletromagnética. Cuidado ao confundir leis magnéticas básicas (Ampère ou Biot-Savart) com as de indução. Atente para trocas de termos técnicos e para o contexto experimental apresentado.

Referências: Griffiths – Introduction to Electrodynamics; Tipler & Mosca – Física para Cientistas e Engenheiros.

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