“(...) após o bombardeio da base americana de Pearl Harbor, ...

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Ano: 2011 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2011 - PUC - SP - Vestibular - Prova 01 |
Q341097 História
“(...) após o bombardeio da base americana de Pearl Harbor, pelos japoneses, em dezembro de 1941, a neutralidade já não era possível. Sobretudo porque, em 1940, o governo do Brasil assinara um empréstimo com bancos norte- americanos para a construção da siderúrgica de Volta Redonda.”

O texto se refere aos acontecimentos que precederam a entrada do Brasil, em 1942, na Segunda Guerra Mundial. Pode-se afirmar que o governo brasileiro, antes de romper sua neutralidade,

Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central: a posição do Brasil diante da Segunda Guerra Mundial (neutralidade, interesses econômicos e pressões externas) e os fatores que levaram ao rompimento da neutralidade em 1942.

Resumo teórico e contextualização: durante o Estado Novo (Getúlio Vargas) o Brasil manteve uma política inicialmente neutra, porém pragmática. Havia fortes laços comerciais com a Alemanha na década de 1930, ao mesmo tempo em que, a partir de 1940, os EUA aproximaram-se economicamente (ex.: empréstimo para a siderurgia de Volta Redonda/CSN). As pressões diplomáticas e a proteção do comercio marítimo — intensificadas após o ataque a Pearl Harbor e sobretudo pelos ataques de submarinos ao tráfego brasileiro — tornaram a neutralidade insustentável, culminando na declaração de guerra ao Eixo em 22 de agosto de 1942. (Fontes: CPDOC-FGV; Arquivo Nacional; Boris Fausto, Estudos sobre História do Brasil.)

Por que a alternativa D é correta: ela sintetiza a realidade dupla: o Brasil aproximou-se comercialmente dos países do Eixo antes da guerra, mas também sofreu crescente pressão dos EUA (e dependia de créditos e defesa naval). Essa ambiguidade explica por que a neutralidade foi mantida até que fatores práticos — ataques a navios e necessidade de proteção econômica e militar — forçaram o alinhamento com os Aliados.

Análise das alternativas incorretas

  • A (errada): o Brasil não apoiou publicamente e desde o início os Aliados por motivos ideológicos; apoiou pragmaticamente quando interesses e segurança foram atingidos.
  • B (errada): não houve oficialização de simpatia pelo Eixo nem acordos militares formais com Alemanha e Itália no final dos anos 1930 que o colocassem como aliado do Eixo.
  • C (errada): a Liga das Nações estava enfraquecida e o Brasil não conduziu um pacto de defesa com a Argentina; essa alternativa mistura fatos irreais ao contexto sul-americano.
  • E (errada): apresenta erro conceitual: a União Soviética não representava os projetos totalitários dos Aliados (ela era aliada contra o Eixo) e a formulação confunde atores e ideologias.

Estratégias para prova: procure palavras-chave do enunciado (ex.: "empréstimo Volta Redonda", "neutralidade", "pressões norte-americanas"); desconfie de alternativas que misturam fatos verdadeiros com conclusões falsas ou que invertam atores históricos (ex.: confundir União Soviética com Aliados/totalitarismo).

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