“O culpado se chama burguesia. (...) Sim, a pátria está subj...

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Ano: 2011 Banca: PUC - SP Órgão: PUC - SP Prova: PUC - SP - 2011 - PUC - SP - Vestibular - Prova 01 |
Q341096 História
“O culpado se chama burguesia. (...) Sim, a pátria está subjugada, Paris desonrada e, amanhã, terá a canga prussiana presa em seu pescoço. Mas é ela, a burguesia, quem prendia as mãos da revolução e esmagava seus dedos (...).”

O texto, escrito no calor da luta da Comuna de Paris, relaciona o movimento.

Alternativas

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Resposta correta: A

1. Tema central: o enunciado refere‑se à Comuna de Paris (1871), um movimento de caráter social protagonizado por trabalhadores urbanos que, além de lutar por transformações internas, resistiu à ocupação prussiana. A menção à “burguesia” como quem “prendia as mãos da revolução” indica conflito de classes — chave para identificar a alternativa correta.

2. Resumo teórico: A Comuna foi uma experiência de poder municipal operário surgida após a derrota francesa na Guerra Franco‑Prussiana e o cerco de Paris. Defendeu medidas sociais (remuneração de representantes, gestão operária, suspensão de rendas etc.) e resistiu contra tropas prussianas e contra as forças do governo burguês sediado em Versalhes. Fontes fundamentais: Karl Marx, “A Guerra Civil na França” (1871) e Prosper‑Olivier Lissagaray, “História da Comuna de Paris” (1876).

3. Por que a alternativa A? Porque relaciona corretamente: (a) revolução social proletária — a Comuna foi impulsionada por trabalhadores organizados; (b) resistência contra a invasão prussiana — o contexto imediato inclui a ocupação prussiana e o cerco a Paris. O texto acusa a burguesia de impedir que a revolução se realize plenamente, correspondendo à visão marxista sobre o papel da burguesia naquele momento.

4. Análise das alternativas incorretas:

B: Fala em nacionalismo francês e prussiano e revolução política liderada pela burguesia — incorreto: a Comuna não é liderada pela burguesia nem celebrava um acordo nacionalista entre França e Prússia.

C: Reforma constitucional e ampliação institucional — afasta-se do caráter radical e social da Comuna; não foi um processo liberal institucional, mas uma insurreição operária que propôs formas diretas de autogestão.

D: Fim do poder republicano burguês e restauração do império — anacronismo: a restauração do império não é o objetivo da Comuna; esta combatia tanto o governo de Versalhes quanto possíveis restaurações autoritárias.

E: Instalação do comunismo e repressão aos anarquistas — exagero e anacronismo: embora chamada “Comuna”, não houve implementação imediata de um comunismo pleno; além disso, não houve política central de “repressão aos anarquistas” — muitas correntes revolucionárias participaram.

5. Estratégias de interpretação: busque palavras‑chave (burguesia, revolução, Prussiana, Paris). Relacione termos com contexto histórico (1870–71). Desconfie de alternativas que distorcem o agente social (ex.: atribuir liderança à burguesia) ou inserem anacronismos.

Fontes recomendadas: Karl Marx, “A Guerra Civil na França” (1871); Prosper‑O. Lissagaray, “History of the Paris Commune” (1876). Leitura complementar: Eric Hobsbawm, obras sobre o século XIX.

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Letra A.

A comuna de Paris (como o próprio nome diz, "Comuna") foi um levante do proletáriado popular em que os trabalhadores, revoltados com a derrota e a consequente submissão da frança à prussia, tomaram o poder, temporariamente, de paris e tentaram reformula a dinâmica de dominação (entre burguês e proletário) influenciado pelas ideias de Marx e Engels.

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