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Ano: 2011 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Prova: CCV-UFC - 2011 - UFC - Casas de Cultura Estrangeira - Primeiro Semestre |
Q1394553 Conhecimentos Gerais
A arte em grande medida está ligada a importantes forças políticas e econômicas. No caso da propagação do barroco, em Minas Gerais, podemos afirmar corretamente que ela esteve diretamente relacionada:
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central: a relação entre a arte barroca em Minas Gerais e as forças econômicas e políticas que possibilitaram sua difusão. Para responder, é preciso conectar o contexto histórico do século XVIII (ciclo do ouro) ao mecenato artístico e às obras produzidas nas cidades mineradoras.

Resumo teórico: o Barroco no Brasil (séc. XVII–XVIII) manifestou‑se sobretudo em igrejas, entalhes, talha dourada e pintura sacra. Em Minas, a intensa exploração do ouro gerou riqueza local que financiou construções religiosas e a contratação de artistas (ex.: Aleijadinho, Mestre Ataíde). O padrão decorativo barroco foi, assim, sustentado pelo patrocínio das elites locais, da Igreja e da Coroa.

Justificativa da alternativa A: o “ciclo minerador” foi o motor econômico de Minas no século XVIII. A prosperidade gerada pelo ouro permitiu grande investimento em arquitetura e artes sacras nas vilas e cidades (Ouro Preto, Mariana, São João del‑Rei). Logo, a propagação do barroco está diretamente ligada à explosão da mineração e ao subsequente mecenato.

Análise das alternativas incorretas: B — as bandeiras (séc. XVII) foram expedições de interiorização e descobertas, não a causa direta do florescimento barroco em Minas no século XVIII. C — as missões jesuíticas influenciaram regiões específicas (reduções), mas não explicam o mecenato urbano e o volume de obras barrocas em Minas. D — a população escrava colaborou com a economia e obras, mas o fator decisivo para a propagação artística foi a riqueza extraída e o patrocínio, não apenas o aumento da população escrava. E — a transferência da capital para o Rio (1763) decorre da importância econômica de Minas, mas é consequência circunstancial, não causa inicial da difusão barroca nas cidades mineradoras.

Dica de interpretação: priorize a sequência causa → efeito e verifique datas. Busque o agente econômico que financia a arte (patrono, riqueza local). Evite confundir consequência com causa.

Fontes e referências: materiais do IPHAN sobre o Barroco brasileiro e acervos do Museu da Inconfidência (Ouro Preto); estudo sobre Aleijadinho e a arte sacra mineira como contextualização histórica.

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